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Kering toma posição pública contra o racismo contribuindo para a NAACP e para a Campaign Zero

Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
3 de jun de 2020
Tempo de leitura
2 Minutos
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O Kering, um dos maiores grupos de luxo do planeta, assumiu o compromisso financeiro de combater o racismo, dando contribuições para a NAACP (Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor) - uma das mais antigas (1909) e mais influentes instituições a favor dos direitos civis de uma minoria dos EUA - e para a Campaign Zero (campanha de reforma policial proposta por ativistas associados ao Black Lives Matter, num site lançado em 2015).

A mudança surge após oito dias e oito noites de protestos que envolveram dezenas de milhares de pessoas em várias cidades americanas - o que se estendeu a outras cidades da Europa e Brasil. Ocorreu na semana seguinte ao assassinato de George Floyd, segunda-feira (25 de maio), que aconteceu em Minneapolis, depois de um agente policial se ter ajoelhado no seu pescoço, durante mais de nove minutos e até à morte.
 

Anúncio do grupo Kering nas redes sociais - Instagram


"O Kering e todas as suas marcas estão solidárias contra o racismo. Perderam-se demasiadas vidas negras na luta pela igualdade na América. Não vamos ficar parados em silêncio", anunciou o grupo, numa atitude de libertação.
 
"Em nome de todas as suas marcas, o Kering está a fazer um donativo à NAACP (National Association for the Advancement of Colored People), que luta para eliminar a discriminação baseada na raça nos EUA; e à Campaign Zero, uma organização que visa reduzir a violência policial nos EUA", afirmou a holding francesa, com sede em Paris, especializada em artigos de luxo.

Durante os protestos do fim-de-semana passado, várias marcas de luxo foram alvo de saques. As boutiques Gucci, ao lado da Chanel e Hermès, foram atacadas enquanto vândalos invadiam ruas de compras de luxo no distrito de Soho, em Nova Iorque, e em Beverly Hills, em Los Angeles. 
 
Dentro da sua carteira de marcas de luxo, o grupo Kering é proprietário da Alexander McQueen, Balenciaga, Bottega Veneta, Boucheron, Brioni, Dodo, Girard-Perregaux, Gucci, Kering Eyewear, Pomellato, Qeelin, Saint Laurent e Ulysse Nardin.


Kering apoia instituições contra racismo

 
Cada marca reconhece "que as palavras por si só não são suficientes e quer contribuir para organizações centradas no combate ao racismo sistémico e no fim da violência policial contra a comunidade negra nos EUA", sublinhou o grupo francês.
 
A holding Kering acrescentou que pretende "continuar a desenvolver iniciativas e programas internos para fomentar o respeito, a igualdade e a justiça, reconhecendo que é uma longa jornada e que estamos empenhados em fazer o trabalho continuamente".
 
Citado na Bolsa de Paris, o grupo Kering tinha quase 38.000 empregados no final de 2019, obtendo receitas globais de 15,9 mil milhões de euros nesse ano. 
 

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