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Kering vai pagar 1,25 mil milhões de euros às autoridades fiscais italianas

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 10 de mai de 2019
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O grupo de luxo Kering, proprietário da marca Gucci, anunciou quinta-feira (9) que chegou a um acordo amigável com as autoridades fiscais italianas e irá pagar 1,25 mil milhões de euros de impostos não pagos, multas e juros.


Reuters


Com este acordo, o grupo resolve uma longa disputa sobre evasão fiscal relacionada com a Gucci, marca que representa o seu principal centro de lucro, e a subsidiária suíça da Kering, Luxury Goods International (LGI), referente ao período de 2011 a 2017.

"O valor dos impostos adicionais a pagar é de 897 milhões de euros, acrescidos de multas e juros", disse o grupo de luxo em comunicado. "Como primeira estimativa, este acordo deve resultar em 2019 em despesas fiscais adicionais de cerca de 600 milhões de euros e, em dinheiro, pelo desembolso de 1,25 mil milhões de euros."

Em janeiro, o grupo negou as acusações de evasão fiscal e declarou, para tranquilizar os mercados e os investidores: "Nesta fase do processo, a Kering não dispõe de elementos suficientes para contabilizar uma provisão contabilística específica correspondente a uma estimativa fiável do risco de recuperação.”

Na quinta-feira, 9 de maio, o grupo de luxo francês disse: “Numa primeira estimativa, o impacto deste acordo sobre as contas consolidadas da Kering deve materializar-se em 2019 pela contabilização de um encargo tributário suplementar de 600 milhões de euros e em caixa pelo desembolso de um montante de 1,25 mil milhões de euros".

A quantia final de 1,25 mil milhões de euros estabelecida pelo acordo de maneira amigável com as autoridades fiscais italianas é um pouco menor do que a estimada inicialmente, de cerca de 1,3 a 1,4 mil milhões de euros. 

Gucci, a marca afetada, alcançou um volume de negócios de 8,28 mil milhões de euros em 2018. Visto que a irregularidade fiscal investigada pelas autoridades fiscais italianas envolve a Suíça, o ministério público suíço anunciou em março que vai abrir a sua própria investigação criminal.

Com a Reuters

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