Kortex promove sinergias industriais

A start-up portuguesa está a desenvolver o Kortex Industrial Hub para promover a simbiose industrial entre agentes económicos, num projeto que engloba competitividade e sustentabilidade. Pelo caminho irá lançar o Kortex Marketplace para ligar a oferta de restos de stock de tecidos a designers que procuram materiais.



A Kortex Technologies surgiu em 2015 e rapidamente se instalou na incubadora do Famalicão Made In, uma iniciativa da Câmara Municipal de Famalicão, na Riopele – que viria a ser o seu primeiro cliente. O objetivo da tecnológica – que tem como core business o desenvolvimento de hardware e software para a indústria – é ligar empresas, ferramentas e soluções para a economia circular e, em 2018, apresentou o Kortex Industrial Hub para promover simbioses industriais entre diferentes agentes económicos.

«Acredito que a simbiose industrial é a chave para a indústria ser competitiva e, ao mesmo tempo, sustentável. A simbiose industrial traz uma visão holística à problemática dos resíduos e dos recursos», explicou Rui Abreu, fundador e CEO da Kortex Technologies, durante a sua intervenção na iTechStyle Summit.

Um dos objetivos da plataforma passa por «encontrar novas soluções para fluxos de resíduos», potenciar a rentabilidade das empresas e mudar mentalidades. «Quando trabalhamos na mudança organizacional ou no modelo de negócios, é preciso contar a história, envolver as pessoas nessa história e elas vão ajudar-nos a perseguir essa visão», garantiu Rui Abreu.

IoT e TIC como ferramentas

Para criar este centro industrial, a Kortex Technologies está a analisar o contexto em diversos sectores. «No têxtil e vestuário trabalhámos com uma equipa fantástica do Citeve, que nos está a dar apoio. Agora, o que estamos a tentar fazer é encontrar, noutros sectores, equipas tão boas quanto esta para listar empresas com a possibilidade de trocar resíduos entre elas», explicou o fundador da start-up.

O objetivo é criar informação sobre o quê, onde e quando que facilmente possa ser pesquisada. «O primeiro conceito é trabalhar a informação. Onde está o recurso que precisamos, a localização. A segunda questão é quais são as características fundamentais desse ativo e, por último, é preciso saber se está disponível ou não», enumerou Rui Abreu.

«Estas três respostas damos com seis letras: IoT e TIC», acrescentou. A Internet das Coisas e as Tecnologias da Informação e Comunicação são as ferramentas que, segundo o fundador da Kortex Technologies, deverão permitir «pôr esta visão em curso». No fundo, resumiu, «tentamos pôr as empresas mais competitivas e mais sustentáveis – a utilização de recursos será otimizada».

Marketplace em desenvolvimento

Nestes primeiros passos da Kortex Technologies, a empresa tem trabalhado na interligação de diferentes sistemas dentro das empresas – produção, sistemas de energia, manutenção -, na rastreabilidade em stream, com um processo de mapeamento para analisar os fluxos, e, mais recentemente, está a desenvolver o Kortex Marketplace.

«Gostava de imaginar que temos de um lado os restos de stocks numa empresa produtora de tecidos e do outro lado designers que possam aceder a eles. O Kortex Marketplace é para ligar estes dois tipos de pessoas em tempo real, dar informação sobre os tecidos, as suas características, e tentar tornar a circularidade mais simples», concluiu Rui Abreu.

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