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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
12 de fev de 2021
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L'Oréal publica lucro líquido com queda de 5% em 2020, afetado pela pandemia

Por
AFP
Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
12 de fev de 2021

A L'Oréal divulgou na quinta-feira um lucro líquido em queda de 5% em 2020, para 3,56 mil milhões de euros, com a pandemia a pesar no volume de negócios da gigante francesa da cosmética.


AFP


Após ter alcançado um forte crescimento em 2019, a empresa registou vendas de 27,99 mil milhões de euros no ano passado. A taxas de câmbio e perímetro constantes, este volume de negócios representa uma diminuição de 4,1%. No entanto, estes números continuam acima das expectativas do consenso dos analistas compilado pela Factset. A margem operacional manteve-se, por sua vez, em 18,6%.
 
Citado num comunicado de imprensa,  Jean-Paul Agon, CEO da L'Oréal, sublinhou: “A pandemia de Covid-19 que se alastrou pelo mundo provocou, através do encerramento generalizado dos pontos dos pontos de venda, uma crise de oferta que conduziu a um declínio sem precedentes, ainda que momentâneo, do mercado da beleza.”

O executivo disse, no entanto, estar confiante na capacidade da L'Oréal "de superar o mercado e, dependendo da evolução da crise sanitária, alcançar um ano de crescimento do volume de negócios e dos resultados" em 2021, sem dar mais detalhes.
 
Por ramo de atividade, a situação é díspar. As vendas da principal divisão do grupo, os produtos de grande consumo, caíram 4,7% em dados comparáveis, para 11,7 mil milhões de euros.

A L'Oréal Luxo, dedicada aos produtos de beleza de alta gama (Lancôme ou Yves Saint Laurent), acusou uma queda de 8,1% no ano, para 10,2 mil milhões de euros. A divisão de produtos profissionais sofreu o impacto do encerramento dos salões de cabeleireiro na primavera (-6,4% para 3,1 mil milhões de euros), embora tenha recuperado o crescimento no segundo semestre.

Por outro lado, a divisão de Cosmética Ativa continuou o seu ímpeto (+18,9% para 3 mil milhões de euros), ainda impulsionada pela Ásia e pela América do Norte. A situação permanece contrastante dependendo da região. A Ásia-Pacífico, agora o maior mercado do grupo, beneficiou de uma recuperação no segundo semestre do ano e cresceu 3,5% em dados comparáveis (+1,5% em dados publicados), com um forte crescimento no quarto trimestre (+16,6% em dados comparáveis).
 
Por outro lado, a Europa Ocidental, o segundo maior mercado da L'Oréal, viu as suas vendas caírem 10,3% ao longo do ano numa base comparável. A América do Norte recuou 7,4%.

A L'Oréal irá propor um dividendo de 4 euros, um aumento de +3,9%, em comparação com o dividendo pago em 2020. Além disso, o conselho de administração irá propor à assembleia geral a candidatura a administrador independente de Alexandre Ricard, CEO do grupo Pernod Ricard.

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