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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
5 de mar. de 2021
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L'Oréal responde à demanda por ingredientes naturais na maquilhagem

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Reuters API
Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
5 de mar. de 2021

A fabricante das marcas Maybelline e Lancôme pretende obter quase todos os seus ingredientes de fontes vegetais renováveis e minerais abundantes até 2030, indicou esta quinta-feira a L’Oréal, à medida que cresce a demanda por cosméticos orgânicos e ecológicos.


Novo champô sólido da Garnier, uma das marcas do grupo L'Oréal


Os principais grupos de beleza do mundo deparam-se com consumidores cada vez mais conhecedores, que querem cremes e maquilhagem elaborados com componentes naturais, assim como produtos que possam ser reciclados, uma tendência impulsionada pela pandemia de Covid-19, que dirigiu a atenção para produtos seguros e saudáveis.
 
Algo que representa um grande desafio em termos de adaptação de embalagens, mas também do desenvolvimento de produtos que possam ser preservados e ofereçam resultados semelhantes aos não naturais.

A L'Oréal declarou que, nos próximos 10 anos, 95% dos ingredientes de todas as suas marcas e gamas serão provenientes de plantas e flores que possam renovar-se ou ser replantadas e de minerais que possam ser encontrados em abundância, em comparação com 70% atualmente.
 
A evolução para uma abordagem de "ciência verde" na pesquisa e desenvolvimento também implicará o desenvolvimento de fórmulas que não sejam prejudiciais para os ecossistemas aquáticos quando se dissolverem na água, assegurou a L'Oréal.
 
Laurent Gilbert, diretor de Inovação Sustentável da L'Oréal, declarou: "Decidimos que era o momento certo para o fazer, uma vez que houve muitos avanços científicos.”
 
Algo que inclui o desenvolvimento de novas maneiras de extrair ou produzir ingredientes como a vitamina C ou o ácido hialurónico.
 
Segundo Gilbert, alguns produtos são mais difíceis de adaptar com o mesmo grau de eficácia como aqueles que contêm substâncias químicas, como os protetores solares e as tintas de cabelo totalmente naturais, que estão disponíveis numa gama de cores mais reduzida.
 
Tal como os seus rivais, o grupo francês de cosméticos, que também fabrica o champô Garnier, tem enfrentado a pressão dos compradores, que são cada vez mais exigentes com os ingredientes e recorrem a guias do consumidor e aplicações móveis para os ajudar a escolher os produtos.
 
A L'Oréal, que registou uma recuperação nas vendas no quarto trimestre, apesar do impacto da pandemia em 2020, tentou responder aos céticos publicando listas dos ingredientes utilizados nas suas fórmulas.

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