La Redoute pode despedir 700 empregados

AFP – O grupo Kering, em busca de um comprador para sua filial de venda à distância, La Redoute, anunciou aos sindicatos que prevê o corte de, no mínimo, 700 vagas em França e no exterior, onde a plataforma conta com um total de 3.300 empregados.
Uma das sedes da filial da Kering, La Redoute, em Roubaix, França. Foto: AFP/Philippe Huguen

"Falaram-nos das reduções drásticas de cargos administrativos e comerciais na sede de Roubaix (França), com o provável abandono de alguns mercados. (...) A região já é particularmente atingida no que diz respeito aos empregos. Por trás disso, vai haver quebras em cascata", destacou Alain Dieudonné, delegado central do sindicato local, responsável pela venda à distância, e empregado da La Redoute.

Contactado pela AFP, um porta-voz da Kering (ex-PPR) se recuso a confirmar esses números, deixando a entender que a cessão da La Redoute, colocada à venda por seu acionista, teria "um impacto significativo no emprego".

Segundo a AFP, um porta-voz destacou que nada seria tornado público antes que um dos potenciais compradores, com os quais a Kering iniciou negociações neste verão, apresentasse seu projeto diante de um comitê da empresa, cuja data não foi fixada. "Eles devem nos anunciar o futuro comprador em meados de novembro", disse à AFP Thierry Bertin, representante sindical.

Segundo a revista Challenges, a Kering está a manter discussões com a Altarea Cogedim e com o fundo de investimentos OpCapita para lhes repassar a La Redoute. O porta-voz do grupo mencionou três compradores sem dar seus nomes, uma vez que os sindicatos também levantaram três compradores "dos quais dois particularmente ativos".

"Os diferentes projetos dos diferentes compradores concordam com a necessidade de uma modernização profunda da La Redoute", reiterou o porta-voz. "A Kering vai assumir suas responsabilidades de acionista, participando no financiamento dos investimentos de modernização das plataformas de logística e de informática e, no que diz respeito aos empregados, dando ao comprador o meio de financiar (...) as medidas sociais adequadas à situação de cada um", acrescentou.

Juliette Montesse

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