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Novello Dariella
Publicado em
20 de out. de 2020
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Lanvin escolhe Xangai para revelar a sua coleção de verão 2021

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
20 de out. de 2020

Nesta temporada, a Lanvin abandonou as passarelas parisienses e optou por revelar a sua nova coleção com um desfile em grande em Xangai. A marca, que foi adquirida pelo grupo chinês Fosun Fashion Group em 2018, parece querer estreitar os laços com a China através de uma coleção primavera-verão 2021 que carrega uma homenagem à cultura e tradição chinesa.


Lanvin, primavera-verão 2021 - DR


Importa lembrar que a marca francesa de moda mais antiga tem vindo a ser a administrada desde o mês passado pelos diretores-gerais adjuntos Arnaud Bazin e Grace Zhao, esta última responsável pela Ásia-Pacífico. A escolha de Xangai e de um casting rigorosamente oriental podem, portanto, marcar um novo capítulo para a marca, com uma estratégia mais orientada para a Ásia.

O evento foi realizado na noite de sábado (17) no jardim Yu, no coração da velha Xangai, ao pé de um antigo pagode, iluminado pelo nome da Lanvin, e ao longo de todos os caminhos de pedra, que abrangem os lagos deste jardim. O diretor artístico Bruno Sialelli imaginou um guarda-roupa de grande elegância oscilando entre o chique parisiense e o requinte oriental, onde as sedas e os cetins têm lugar de destaque. “A influência da cultura chinesa na arte e na moda dos anos 20 foi uma fonte fundamental de inspiração para este desfile”, destacou a marca.

Assim, os guarda-chuvas foram transformados em guarda-sóis chineses floridos. Os estampados e bordados, inspirados nos painéis de laca Art Déco da decoradora Jean Dunand, grande amiga de Jeanne Lanvin, ganharam a aparência de estampados antigos. O tom dourado numa blusa bufante moiré turquesa lembrava os trajes tradicionais da China Imperial. O ouro apareceu várias vezes nesta coleção sóbria e preciosa, composta por muitos brilhos (strass, bordados luminosos, cristais, detalhes dourados, etc.).


Vestido estilo Lanvin revisitado por Bruno Sialelli - DR


As silhuetas e os tecidos sensuais, drapeados por todo o corpo. Fatos de três peças e conjuntos mais folgados para os homens, e mulheres elegantes em todas as circunstâncias, seja num fato de couro, um vestido ou um casaco de lã bordado com uma saia em voile estampado. O casal Lanvin, no entanto, partilhou várias peças idênticas.
 
Como sempre, Bruno Sialelli procurou inspiração nos arquivos da marca, reinterpretando os seus códigos, em particular o período mais rico da década de 20. Encontramos, assim, o grande nó, tão apreciado pela fundadora, bordado com pedras cintilantes no decote de um casaco de lã ou na cintura de um vestido midi com folhos. O estilista também reinterpretou o vestido cintado com saia solta, uma peça emblemática da marca, com volumes évasés, visto também em minivestidos, casacos curtos ou longos com lapelas largas.

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