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Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
7 de mar. de 2020
Tempo de leitura
4 Minutos
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Leandro Cano e Arturo Obegero fazem desfilar a cultura espanhola em Paris

Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
7 de mar. de 2020

Os designers espanhóis Leandro Cano e Arturo Obegero inspiraram-se no folclore, na dança, no flamenco e na tradição das touradas, encerrando a Semana de Moda de Paris com uma vibrante homenagem ao seu país. Estes dois jovens designers, emblemáticos da nova onda do design espanhol, desfilaram diante de uma multidão abrasiva no Instituto Cervantes.


Leandro Cano apresentou sua última coleção durante um desfile de moda no Instituto Cervantes em Paris - Juan Pérez


Leandro Cano, "A tu vera"

"Eu queria prestar homenagem aos ícones do folclore espanhol", diz o criador nos bastidores, enquanto cita os nomes de Rocío Jurado, Lola Flores e Imperio Argentina. "Eu queria assumir os anos 60 e 70 e voltar aos primeiros volumes da marca. Criamos um universo de estampas florais com espadas e moedas, no qual se podem ler as palavras 'A tu vera' (uma canção de Lola Flores) ou o desenho de uma mão dançando flamenco, um xaile de Manila ou um cravo", continua o designer. Até reproduziu o rosto de María José Largo, a artista de Pozoblanco, que acompanhou a apresentação do desfile com a sua voz. Segundo Leandro Cano, ela é nada mais nada menos do que "a nova cara do flamenco".

Os seis trajes apresentados eram todos brancos, excepto o de abertura do desfile, combinando xailes de malha e vestidos de lã voluptuosos. "Nós usávamos tecidos de coleções antigas ou materiais que tínhamos descartado", explica o designer. Os acessórios jogam com toques dourados e latão brilhante. "Isto representa a ostentação que vai com o folclore", diz ele. Esta colecção artística atrai fortemente o mundo do flamenco e será acompanhada por "Império", a mais recente linha de pronto-a-vestir da marca.
 
"Eu gosto muito de folclore. E as danças folclóricas estão sempre muito ligadas à Semana Santa e à religião. Eu tentei afastar-me dessa imagem, porque já tinha feito uma coleção muito religiosa antes, mas percebi que acabo por voltar sempre a esse mundo. E eu decidi deixar-me levar. Se é isso que vai sair, vai sair", sorri o jovem.

Natural de Ventas del Carrizal, na Andaluzia, caracteriza as próprias vivências que aí despertam a alma. E como serão interpretadas estas influências regionais no estrangeiro? Leandro Cano joga a carta. "Não tenho ideia de como será entendido! Provavelmente como algo bastante exótico", exclama, no final do seu desfile em frente a uma casa cheia.


A colecção inspira-se em cinco obras emblemáticas do ballet - Arturo Obegero


Arturo Obegero mistura dança e poesia

"Venho de uma pequena aldeia nas Astúrias, chamada Tapia de Casariego. Na turma, éramos apenas cinco. E eu consegui apresentar a minha primeira colecção em Paris. Estou encantado", confessa Arturo Obegero, com um grande sorriso.

O desfile de moda do estilista asturiano aconteceu terça-feira, no dia 3 de março. Formado pela Escola Goymar de Moda e Design da Corunha, passou quatro anos de formação na escola de referência de Londres, Central Saint Martins. Depois dos estudos focados no mecenato, decidiu partir para conquistar Paris. "Fiz parte da nova equipa criativa do Lanvin durante um ano", explica. Lá trabalhou sob a responsabilidade de Bruno Sialelli, que foi nomeado diretor artístico da casa francesa no início do ano passado.

Tal como a de Leandro Cano, a sua apresentação teve lugar no Instituto Cervantes. Arturo Obegero inspirou-se nas suas paixões: "Sou um lunático da dança e queria criar o meu próprio corpo de ballet. Inspirei-me nos aspectos que me atraem para o mundo do surrealismo, dos cortes aristocráticos, da tradição das touradas...", explica o criador.

O seu quadro de humor inclui fotografias de Antonio Gades, Georgia O'Keeffe, Rudolf Nureyev e David Bowie. "Cada par de modelos são personagens que representam uma obra clássica, como O Amor do Feiticeiro, Orfeu e Eurídice, Lago dos Cisnes ou Romeu e Julieta", desenvolve. É assim que ele traduz a dança clássica para a própria línguagem.

Intitulada "Academia", a sua coleção é composta por 14 looks muito elegantes. As silhuetas dão uma impressão de movimento com calças de cintura alta e efeitos drapeados, camisas justas desabotoadas, vestidos assimétricos, costas nuas e volumes ousados. A paleta de cores varia do preto e branco ao vermelho escarlate e azul céu. O designer diverte-se, misturando o visual masculino e feminino. "Não me considero um designer de roupas unissexo e não me associo ao movimento 'fluido de género'. Eu só faço roupas. Para mim, é natural. Eu visto-me com os meus desenhos e faço homens e mulheres usá-los", diz.
 
A marca pretende continuar a apresentar as suas colecções durante a Semana Francesa da Moda. Mas por enquanto, o próximo grande projecto será o lançamento de site, onde as suas peças "mais comerciais" serão vendidas. Uma calça de cintura alta ou uma blusa, custará 480 e 400 euros, respectivamente.

"Toda a minha produção é feita em Paris com materiais naturais que compro nas grandes casas. Eu quero ser o mais responsável possível. Estou a apostar no crescimento lento, orgânico, sem superprodução", diz ele. A marca cria edições limitadas de 10 peças cortadas das extremidades dos rolos de tecido de marcas como a Fendi ou Givenchy.

"Eu quero que as minhas coleções tenham alma e poesia. Eu não quero reinventar a moda, já existem muitas propostas como essa na Instagram. Quero que as pessoas se sintam especiais, que não sintam que estão a comprar mais um par de calças ou mais uma camisa", afirma com determinação. Obegero não é contra a ideia de receber investidores a bordo. "Por enquanto, todo o dinheiro vem das minhas economias e do apoio da mãe", diz ele. Pouco a pouco.
 

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