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Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
5 de mar de 2020
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3 Minutos
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Louis Vuitton: A compor a música de um tempo efémero que passa

Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
5 de mar de 2020

A Louis Vuitton encerrou terça-feira, as quatro semanas de desfiles internacionais, com a encenação mais brilhante de todas, e uma coleção que redefiniu a tendência, brincando com a ideia de manipular o tempo. Como uma trova do tempo que leva o vento e que passa.


Louis Vuitton - Outono-Inverno 2020 - Womenswear - Paris - © PixelFormula


Esta foi realmente uma abertura notável, beneficiando o desfile de moda de um pano de fundo único: Uma cortina gigante que se levantou de repente para revelar quase 200 cantores líricos, vestidos como figuras históricas, dispostos em seis filas como um gigantesco afresco italiano vivo. Todos os trajes foram desenhados por Milena Canonero, a italiana multioscarizada, que trabalhou com Stanley Kubrick em Orange Mécanique e Barry Lyndon. Cada um destes personagens Vuitton levantou-se para cantar e desempenhar o seu papel dramático, gesticulando com grandes gestos como se espera numa ópera.
Os manequins destacaram-se do grupo cénico, avançando com uma coleção que se move entre o histórico erudito e o modernismo de vanguarda. Desde as saias com folhos e passamanaria à espanhola, combinadas com blusões de esqui, até à combinação marcante de saia e jaqueta em couro nas tonalidades mate, cinzento e estanho a condizer. Todas as ideias apresentadas nesta abertura foram complementadas por botas de ficção científica (em prata ou em couro negro cravejado de brilho).


Louis Vuitton - Outono-Inverno 2020 - Womenswear - Paris - © PixelFormula


"O tempo é essencial na moda. E por isso quis confrontar diferentes épocas com a nossa contemporânea. Todos esses tempos passados são encarnados pelo grupo de personalidades em trajes históricos", explicou o diretor artístico das coleções femininas da Louis Vuitton, Nicolas Ghesquière.
A coleção apresenta-se ambígua em termos de género, com calças de cigarro ajustadas e às riscas; coletes estilo dandy inspirados já no final da era victoriana e mais precisamente no período eduardiano, marcado pelo governo do rei de Inglaterra Eduardo VII (1901-1910); e jaquetas de rockers de Savile Row (rua em Mayfair, no centro de Londres) com bolsos enviesados. Acabamentos tecno da era espacial misturados com jacquards prateados.
E muitos acessórios comerciais: Desde os novos ténis totalmente em branco Archlight LV, até aos bolsos pontiagudos em tons de ouro  e às fantásticas botas de neve tipo astronauta com o logótipo LV em relevo. Estas últimas foram combinadas com calças de pára-quedistas em tela e muito voga, como sendo o cerne principal da colecção.
Já mais para o final, surge uma dupla com casacos de matador e dão-se explosões de luz dentro do espaço de eventos todo a negro, construído no interior do pátio quadrado do Louvre.


Louis Vuitton - Outono-Inverno 2020 - Womenswear - Paris - © PixelFormula


Todas as top models foram desfilando ao som de uma fita sonora notável: Three Hundred and Twenty, composta por Woodkid e Bryce Dessner, uma peça que se pode considerar tão extensa e profunda quanto o número de anos que separam a música barroca primitiva e os sons minimalistas contemporâneos, nela mesclados.
Ouviu-se também a obra do menos conhecido compositor Nicolas de Grigny – a expressão de uma colisão temporal, o leitmotiv deste desfile, e ainda o tema da próxima grande exposição no Instituto do Traje do Museu Metropolitano de Nova Iorque.
Este ano, a Louis Vuitton é a principal patrocinadora do seu baile anual.



 

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