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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
10 de dez de 2020
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4 Minutos
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Luxo: China representará mais de 60% do mercado mundial a curto prazo

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
10 de dez de 2020

A pandemia mudou radicalmente a geografia do luxo. De mercado importante, a China passou a ser indispensável, beneficiada em particular pela velocidade de impedir o avanço da doença de COVID-19. O país continuará, sem dúvida, a manter esse papel importante no futuro, mesmo quando o novo coronavírus estiver controlado e todas as regiões do mundo alcançarem o tão esperado regresso à normalidade. Essa tendência já é conhecida, mas aparece de forma significativa e impressionante nas últimas pesquisas publicadas pela Jefferies.


O shopping center International Plaza em Wuhan recebeu a exposição “See LV”, da Louis Vuitton - Louis Vuitton

 
Segundo estimativas do escritório de pesquisas do banco de investimento americano, os gastos dos chineses com artigos de luxo registou um boom este ano, logo após a primeira onda da pandemia, passando a representar 80%-85% do mercado mundial em 2020, em comparação com 38%-39% em 2019. Um número, que se deve à rápida recuperação após o confinamento no país, que não foi afetado por uma segunda onda da pandemia, ao contrário do resto do mundo, e pelas restrições de viagens, o que levou os consumidores chineses a fazerem compras no mercado interno.

“Nos próximos cinco anos, esperamos uma ligeira queda deste nível de 80%, mas é claro que não voltaremos ao nível de 38% de 2019. Os gastos com o luxo na China continuarão a representar entre 55% e 60% do mercado total", diz Flavio Cereda-Parini, diretor executivo de Private Equity da Jefferies. “Na realidade, essa tendência já estava prevista num período de cinco anos, mas com a COVID-19, acelerou-a em poucos meses”.

Estas previsões divergem um pouco das divulgadas recentemente, no relatório anual de 2020 da Bain & Company sobre o mercado de luxo, que espera que o consumo interno alcance 26%-28% do mercado global de luxo em 2025, em comparação com 11% em 2019 e 20% em 2020.


Gastos com o luxo na China. - Jefferies


 A China Continental foi a única região que apresentou crescimento este ano. Segundo a empresa, houve um aumento de 45% nos gastos com o luxo à taxa de câmbio atual, atingindo 44 bilhões de euros, via consumo local, com um boom em todos os canais de vendas, categorias de produtos, faixas de preços e entre todas as gerações de compradores. A taxa de crescimento anual das compras de luxo na China foi de 18% em 2010, 37% em 2019 e 46%-47% em 2020, segundo dados da Jefferies.

De acordo com a Bain & Company, em 2019, os chineses responderam por 33% das compras de luxo no mundo (na China e fora de suas fronteiras) em 2019. Uma participação que irá aumentar para 46%-48% em 2025. Para 2021, a empresa prevê um crescimento de 20% nas compras, “graças à retoma parcial das viagens internacionais, mas também graças à chegada de novos consumidores neste segmento e ao bom dinamismo por parte das mulheres”.

Segundo a Jefferies, os gastos dos chineses com o turismo de luxo, que representavam 51% do mercado de luxo na Europa e se mantiveram em 13% em 2020 (graças aos dois primeiros meses do ano), devem voltar a um nível que ronda os 40% em cinco anos. Os chineses, em particular, gastaram quase 1 bilhão de euros em artigos de luxo em 1995, 6,5 bilhões 10 anos depois, 78 bilhões em 2015, e devem gastar 165 bilhões em 2025.


Evolução das compras de luxo por nacionalidade e região. - Bain & Company

 
Os analistas de ambas as empresas ressalvaram mais uma vez que "o crescimento será impulsionado mais do que nunca pela China no futuro". Estimam também que os consumidores asiáticos serão responsáveis ​​por 70% das compras de luxo em todo o mundo até 2025.
 
“Neste contexto, ou nos limitamos a ser uma marca de nicho, ou seremos obrigados a atrair o consumidor chinês”, resumiu Flávio Cereda-Parini. “Dado que este crescimento será atingindo principalmente no mercado interno chinês, cabe às marcas reforçarem a sua presença na região, em particular no digital, escolhendo os sites e meios de comunicação locais certos, e isto com uma certa agressividade. As marcas devem ir atrás do consumidor chinês. Caso contrário, não vão crescer”, concluiu.
 
Os gigantes do luxo já estão a agir neste sentido. Como a Louis Vuitton, que escolheu a cidade chinesa de Wuhan como a primeira paragem de uma expedição em torno do mundo para a sua nova exposição itinerante “See LV”, que oferece uma jornada imersiva por 160 anos de história da marca. Uma bela operação de sedução na cidade simbólica, onde eclodiu a epidemia de COVID-19, para se aproximar dos cobiçados consumidores chineses.
 

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