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Luxo: China vai gerar 65% do crescimento mundial em 2025

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
today 6 de mai de 2019
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access_time 3 Minutos
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Com a ascensão da sua classe média, a China representará até 2025 cerca de 40% dos gastos mundiais de luxo e 65% do crescimento deste mercado, de acordo com um estudo da McKinsey. Uma previsão que elevará para 159 mil milhões de euros (1.200 mil milhões de yuans) o volume de negócios do luxo no país, contra 102 mil milhões de euros atualmente. Um aumento que ilustra, acima de tudo, a transição geracional sentida pelo mercado.


McKinsey


A geração nascida na década de 1980 ainda é, atualmente, o principal motor do luxo chinês. Contando com 10,2 milhões de compradores de bens de luxo, esta geração, que tem sido o principal beneficiário da explosão da economia chinesa, gasta anualmente em média 5500 euros neste mercado, especialmente para mostrar o seu sucesso. No seu encalço, mas mais discreta, a geração da década de 1990, através dos seus 6,7 milhões de consumidores de luxo, atua hoje em dia como um poderoso impulsionador do crescimento do luxo chinês. Estes gastam uma média de 3330 euros em bens de luxo anualmente, ou seja, tanto quanto as gerações nascidas nas décadas de 1960 e 1970.
 
Uma geração de compradores amplamente apoiada financeiramente pelos seus pais, sublinha a McKinsey, que está destinada a ganhar força. Metade desta geração de 1990 apenas começou, de facto, a interessar-se por compras de luxo no ano passado e 42% dos restantes apenas nos últimos dois ou três anos. Um despertar progressivo que, de acordo com o estudo, deriva nomeadamente do facto de apenas 13% dos compradores das décadas de 1980 e 1990 terem crescido no luxo.


McKinsey


Para a McKinsey, estas pontes criadas com o consumo de luxo abrem uma ampla passagem para todas as marcas de luxo que souberem adotar a estratégia de comunicação correta. O que tende a confirmar que as marcas ocidentais, por vezes centenárias e que lucram massivamente com a aura junto dos chineses ricos, terão que enfrentar um fluxo crescente de concorrentes. Incluindo locais.
 
Outra lição geracional deste estudo: alimentadas pela cultura do "engagement" veiculada pelas redes sociais, as gerações das décadas de 1980 e 1990 são muito mais rápidas na sua decisão de compra. 60% decidem fazer uma compra no prazo de seis dias após a descoberta de um produto de luxo. Em comparação, nas gerações anteriores, 31% dos compradores decidem após quatro e seis dias e 57% fazem-no na semana seguinte. Compras, que, combinando todas as gerações, ainda se fazem 92% nas lojas. A participação das vendas online deverá crescer para 12% em 2025, de acordo com a pesquisa.


McKinsey


"Apesar de algumas marcas terem apresentado resultados dececionantes devido à fraca procura chinesa, a LVMH e Cartier relataram uma aceleração das suas vendas no último trimestre do ano passado. Algo que ressoa com esta ideia de que o setor do luxo chinês é um mercado no qual "o vencedor leva tudo", uma tendência que se reflete melhor na composição do mercado local da moda."

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