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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
7 de nov. de 2017
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3 Minutos
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Luxo: turistas mudam o jogo na Europa

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
7 de nov. de 2017

Os gastos de luxo turísticos na Europa vão mudar nos próximos meses, como resultado de novas tendências, de acordo com as análises da Global Blue, especialista em compras isentas de impostos. Entre estes novos fenómenos, destaca-se o regresso em força dos viajantes russos, o retrocesso do mercado alemão, a redução da atratividade da Grã-Bretanha e, mais surpreendente, o abrandamento do impacto dos ataques terroristas.


A França representa o primeiro mercado europeu duty free européen com uma parcela de 22 %. - hotels-roissy.fr


Entre o início de janeiro e o final de setembro de 2017, as compras de luxo feitas por turistas aumentaram 11% no território europeu e, em particular, 18% em Espanha. “Os atentados terroristas, que ensanguentaram a Catalunha em agosto, não tiveram nenhum impacto nas vendas isentas de impostos. Contrariamente ao que aconteceu em Paris, em novembro de 2015, o ataque em Barcelona foi digerido em duas semanas pelos turistas, o que demonstra a capacidade do sistema de se adaptar também a este tipo de situações. Esta é a primeira vez que vemos este fenómeno.” Esta é a opinião dada por Pier Francesco Nervini, diretor operacional para a Europa Central e do Norte da Global Blue, a propósito da apresentação do seu último relatório.
 
Este último destaca como 2017 foi “extraordinário” em comparação com o ano anterior, graças ao aumento do número de turistas e ao seu maior poder de compra - com os recibos de compras a subirem em média 3% -, assim como os dados macroeconómicos positivos nos principais países de origem dos turistas.

Todas as nacionalidades aumentaram as suas despesas de luxo na Europa, à exceção do Médio Oriente (-13%), devido a fatores económicos e políticos. A liderar o caminho estão os chineses, que representam ainda a primeira nacionalidade de consumidores de bens de luxo no Velho Continente, com uma parcela de 28%. As suas despesas aumentaram 15% durante o período, com comportamentos muito diferentes. As despesas médias variam entre os 1500 euros, para os viajantes menos frequentes, que representam 92% dos turistas chineses, e os 15 mil euros para os viajantes pertencentes à elite (1% dos turistas chineses).

Pesando 9% no mercado isento de impostos, as compras duty free dos turistas russos incrementaram 24%, assinalando o regresso em força desta clientela à Europa, em particular a Itália e França, impulsionada pela subida dos preços do petróleo. “Ao longo dos últimos 15 anos, temos visto uma correlação perfeita entre a curva do preço do petróleo e a evolução do rublo”, indica Pier Frascesco Nervini. Paralelamente, as compras tax free dos americanos aumentaram 19%, graças a uma taxa de câmbio favorável.

O estudo realizado pela Global Blue foca-se em particular em quatro países (Itália, França, Reino Unido e Alemanha), que representam 84% das despesas isentas de impostos na Europa.  Entre estes países, França e Itália viram as compras de luxo isentas de impostos aumentar 7% e 8%, respetivamente.
 
À frente da Espanha (+18%), o Reino Unido registou o maior crescimento (+22%), beneficiando do efeito Brexit. “Até julho, o crescimento concentrou-se sobretudo em alguns operadores, como os grandes armazéns, que tiveram um desempenho melhor do que as lojas de rua”, observa o analista, que prevê, no entanto, uma diminuição do impacto do Brexit. No último trimestre, as compras isentas de impostos neste país recuaram 3% e deverão baixar mais 1% nos próximos 90 dias.

É de realçar o caso da Alemanha, que sofreu uma queda de 4% nos primeiros nove meses do ano. O país era anteriormente o destino de eleição dos chineses em busca de marcas de luxo, tendo atraído com sucesso cadeias e lojas para os seus aeroportos. Agora, vê-se penalizado pela concorrência de outros aeroportos europeus e pelo abrandamento do seu tráfego aéreo.
 
“A Alemanha já não beneficia dessa posição competitiva que parecia injustificada e deverá continuar a sentir dificuldades, com uma baixa prevista para os próximos meses na ordem dos 3%, até que encontre a parcela de mercado que é apropriada”, conclui Pier Francesco Nervini.  

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