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LVMH estará a considerar vender a Pucci

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 8 de mar de 2019
Tempo de leitura
access_time 3 Minutos
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A LVMH está a considerar vender a lendária marca de luxo de Florença Emilio Pucci, segundo várias fontes da indústria italiana do luxo. O grupo, no entanto, negou a informação.


Campanha primavera-verão 2019 da Emilio Pucci


A Pucci é uma das várias marcas italianas de luxo que pertencem ao grupo de luxo francês com sede em Paris LVMH, proprietário das marcas de maior prestígio do mundo, como a Fendi, marca romana especializada em artigos de couro, Loro Piana, especializada em caxemira, e Bulgari, marca de joias high-end. No entanto, a Pucci nunca se encaixou na estratégia a longo prazo do presidente e principal acionista da LVMH, Bernard Arnault, e no seu desejo de controlar e construir marcas internacionais. 

Além disso, a marca italiana está sem diretor criativo há quase dois anos - um hiato impressionante para uma marca de luxo. O seu último estilista foi Massimo Giorgetti, da MSGM, que deixou o cargo em abril de 2017. Atualmente, a empresa também não possui um CEO. De acordo com um banqueiro italiano e dois executivos de moda familiarizados com a Pucci, a LVMH tem sondado de forma silenciosa alguns potenciais compradores para a marca. 

Ao ser questionado sobre a possível venda, Sidney Toledano, presidente da LVMH Fashion Group, que supervisiona a Pucci, além da Celine, Marc Jacobs, Givenchy, Kenzo entre outras, negou que o grupo estaria a contemplar qualquer venda. "Não é o caso. Acho que todos nós sabemos que Bernard Arnault não gosta de vender ativos”, disse Toledano à FashionNetwork.com.

O executivo ressaltou que Arnault nomeou recentemente Giorgio Presca como diretor-geral para "fazer uma análise da empresa”. Quando esse processo estiver concluído, a Pucci irá considerar substituições para o CEO Mauro Grimaldi, que se afastou da empresa no mês passado.
 
A Pucci foi fundada pelo exótico marquês florentino e campeão de esqui Emilio Pucci, em 1947, após as suas criações para a equipa de esqui Reed College chamarem a atenção de jornalistas de moda experientes. Pucci criou assim uma marca instantaneamente reconhecível pelos seus estampados geométricos e fabulosos, que apresentam um caleidoscópio de cores, usados por celebridades como Sophia Loren, Jackie Kennedy e Madonna.
 
A LVMH adquiriu o controlo maioritário da Pucci em 2000 por cerca de 12 milhões de dólares, quando as suas vendas anuais representavam dois terços desse valor. De forma atípica, a LVMH deixou a administração da marca principalmente com a família, no caso, Laudomia Pucci, filha do fundador Emilio.
 
Ao longo do seu período sob o controlo da LVMH, a Pucci passou por uma mudança bastante rápida de estilistas: Antonio Berardi, Stephan Janson, Christian Lacroix, Julio Espada, Matthew Williamson, Peter Dundas e Massimo Giorgetti. Uma impressionante dança das cadeiras, até para um setor que estabelece contratos cada vez mais curtos.
 
Sob a direção criativa de Peter Dundas, que permaneceu mais de seis anos no cargo, a Pucci atingiu o seu apogeu, ultrapassando a barreira de 100 milhões de euros. No entanto, depois de entrar em atritos com Laudomia Pucci, e da opinião de que se havia afastado demasiado do ADN de resort de luxo da Pucci e da passadeira vermelha de Hollywood, o designer norueguês deixou o cargo em 2015.
 
A Pucci está longe de ser a principal marca da LVMH, que conta com mais de 50 marcas de prestígio no seu portefólio, no entanto, a possibilidade de adquirir uma marca tão histórica, com arquivos incrivelmente ricos e uma rede de retalho respeitável, atrairia certamente muitos interessados.

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