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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
16 de abr de 2019
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4 Minutos
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LVMH reforça compromisso contra a discriminação

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
16 de abr de 2019

A LVMH demonstra cada vez mais o seu compromisso com a diversidade e todas as formas de discriminação. Em março, a empresa líder mundial em artigos de luxo adotou os padrões globais de conduta da ONU contra a discriminação de lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e intersexuais. Alguns dias antes, o grupo havia organizado uma série de eventos na França e no estrangeiro para promover a diversidade e a inclusão no trabalho.


Direção da LVMH durante a assinatura do código de conduta anti-discriminação - Copyright Nora Houguenade


A empresa sublinha que faz parte deste processo há dez anos, em particular através de um código de conduta lançado em 2009 e revisto em 2017, que inclui "a luta contra todas as formas de discriminação, como orientação sexual e identidade de género no trabalho, mas também no que diz respeito aos clientes, fornecedores e distribuidores LGBTI, e insiste que os parceiros de negócios façam o mesmo".

O grupo encoraja este compromisso também dentro das suas marcas. A nomeação de Virgil Abloh como diretor das coleções masculinas da Louis Vuitton é muito representativa. O americano é até hoje o único estilista negro na direção criativa de uma marca global de luxo. O estilista, nascido de pais ganeses, escolheu desde o seu primeiro desfile para a marca modelos de todos os continentes, e também fez referência à bandeira do arco-íris, símbolo do movimento LGBTI. Outras marcas da grupo de Bernard Arnault exibem criações sem género, como a J.W. Anderson, da qual a LVMH controla 46% das ações, ou, por exemplo, a Maison Francis Kurkdjian com o seu perfume "gender fluidity”.

O grupo destaca que esta política também envolve formações anti-discriminação para recrutadores desde 2011. Além disso, testes destinados a eliminar todas as formas de discriminação no processo de recrutamento também são feitos no mundo todo por uma empresa independente. A LVMH disse que também iniciou um programa de formação global focado no tema "preconceito inconsciente" e "liderança inclusiva", que será implementado até ao final de 2019 para todos os funcionários que ocupam posições-chave. A empresa criou "ferramentas práticas para aumentar a conscientização sobre a não-discriminação no recrutamento".

O grupo também parece ter percebido que a luta contra a discriminação começa antes. Junto ao Institut des Métiers d'Excellence, o grupo assinou parcerias com as cidades de Clichy e Montfermeil, na França. Mesmo que nem todos jovens estudantes integrem as marcas do grupo, esta é também uma forma de trazer perfis e novas visões para o setor.

"No mundo de hoje, onde as singularidades se afirmam, ser capaz de ouvir as pessoas, inclui-las e valorizá-las é uma ferramenta poderosa para a nossa indústria", diz Chantal Gaemperle, diretora de recursos humanos e sinergias do grupo. Especialmente porque o perfil do consumidor de luxo mudou significativamente na última década. A diversidade, simbolizada por Virgil Abloh ou Rihanna, com a sua linha de cosméticos Fenty Beauty by Rihanna lançada em 2017 pela Sephora, abre novos horizontes comerciais. Estes exemplos demonstram que, além de um inevitável avanço ético, essa diversidade também cria valor para uma empresa.


Evento de diversidade/ inclusão organizado pela LVMH no dia 13 de março, em Paris. - Copyright Nora Houguenade


Neste contexto, a LVMH reuniu no dia 13 de março na sua sede em Paris 300 pessoas, incluindo membros do comité executivo, presidentes de marcas e diretores de recursos humanos "para celebrar os resultados alcançados em termos de igualdade profissional entre mulheres e homens, e continuar a fortalecer o seu compromisso com a diversidade e inclusão". Nessa ocasião, foi implementado o "Índice de Inclusão", uma iniciativa para estimular ações em torno da diversidade internamente e promover esforços para apoiar os objetivos de diversidade do grupo.

O gigante do luxo pretende alcançar a paridade em posições-chave até 2020. A presença de mulheres nessas posições era de 23% em 2007 e aumentou para 42% em 2018. Para facilitar a sua carreira em todos os níveis da organização, em todas as regiões e dentro das marcas, foi criada a comunidade EllesVMH, que organiza regularmente sessões de coaching e mentoria. A LVMH informou que, em março, esta foi reforçada através do novo projeto Shero, uma plataforma digital interna e comunitária para promover o avanço das carreiras das mulheres através de artigos, podcasts, vídeos, partilha de experiências, etc. 

Este compromisso parece ser necessário num momento de globalização e ascensão das redes sociais. Assim como a LVMH, um número cada vez maior de marcas e grupos estão a integrar os temas de diversidade e inclusão na base da sua estratégia, bem como o desenvolvimento sustentável. Elementos que prometem ser essenciais ​​para garantir à indústria de luxo um crescimento sustentável.

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