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Agência LUSA
Publicado em
12 de mai. de 2021
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Mais de um terço das empresas de calçado têm encomendas para três meses

Por
Agência LUSA
Publicado em
12 de mai. de 2021

A maioria das empresas portuguesas de calçado (86%) têm encomendas para, pelo menos, um mês de trabalho e 33% têm a produção assegurada durante os próximos três meses, revela o inquérito de conjuntura da associação setorial.


Fotografia: APICCAPS


Embora considere ser “ainda prematuro apontar para uma recuperação efetiva do setor, tanto mais que dados do ‘World Footwear’ apontam para que a retoma do consumo a nível mundial se efetive apenas em 2023”, a Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS) considera que os resultados deste último inquérito “são os mais animadores desde o início da pandemia”.

“Todas as análises são ainda prematuras, na medida em que permanecemos dependentes da evolução da pandemia e mesmo do processo de vacinação, mas todos os sinais indicam que as empresas portuguesas de calçado têm conseguido resistir e começam a revelar os primeiros sinais de confiança”, sustenta o presidente da APICCAPS citado num comunicado.

Para Luís Onofre, “importa agora consolidar os resultados e esperar que as boas expectativas relativas a alguns mercados, como por exemplo os EUA, se possam efetivar”.

Segundo as conclusões do mais recente inquérito de conjuntura da APICCAPS - ao qual responderam 99 empresas, responsáveis por 7.000 postos de trabalho e uma faturação na ordem dos 600 milhões de euros – 46% das empresas entendem que a produção atual é superior (17%) ou idêntica (29%) para a época do ano.

Por esta altura, 2% das empresas continuam encerradas, recorrendo aos apoios disponibilizados pelo Estado.

O inquérito aponta ainda que, nos próximos seis meses, 81% das empresas não equacionam suspender, ainda que provisoriamente, a produção e 82% entendem que não será necessário fazer alterações ao nível do quadro de pessoal.

“Ainda assim, primeira vez desde o início da pandemia, há mais empresas a equacionar novas contratações (10%) do que aquelas que entendem ser necessário reduzir o quadro de pessoal (9%)”, nota a associação.

A redução das encomendas (63% das respostas) permanece com a maior preocupação dos empresários, seguida agora, com 44% das respostas, pela dificuldade de abastecimento de matérias-primas.

“O lay-off simplificado, outrora uma medida de gestão de excelência para as empresas, apenas está a ser implementada por 7% das empresas, sendo que 82% das empresas não anteveem a sua utilização no próximo semestre”, refere a APICCAPS.

Já quanto aos mecanismos da retoma progressiva ou da adaptabilidade de horário de trabalho, 64% e 60% das empresas, respetivamente, não preveem também usá-los nos próximos seis meses.

Por PD // JNM (Lusa)

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