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Helena OSORIO
Publicado em
8 de jan de 2021
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3 Minutos
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Mango ajusta estratégia na China e pausa expansão no retalho

Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
8 de jan de 2021

A Mango mudou a sua estratégia na China. Em 2019, a empresa de moda espanhola aliou-se ao grupo local Hangzhou Jingzhe Clothing para impulsionar a sua expansão comercial no país e abrir 16 novas lojas. No entanto, com a atual situação de incerteza no retalho e o aumento do canal online, optou por redefinir o seu plano de crescimento na China.


A Mango fazuma pausa na sua expansão comercial na China - Mango


Assim, e como o site FashionNetwork.com confirmou com a marca, a Mango irá melhorar o canal online em detrimento do offline. A empresa de moda com sede em Barcelona opera na China através do seu próprio comércio eletrónico, mas também através do portal multimarca Tmall.com, uma subsidiária do Alibaba Group.

Além disso, o acordo selado em 2019 entre a Mango e o grupo Hangzhou Jingzhe Clothing já contemplava impulsionar a estratégia de crescimento online da empresa através da sua entrada numa série de sites locais de comércio eletrónico. "O objetivo deste acordo é aumentar a nossa presença online e física no mercado chinês, um dos que mais rapidamente cresce no mundo", explicou Toni Ruiz, então CEO da Mango.

O compromisso da Mango em dar prioridade à sua expansão online sobre o seu crescimento físico levou também à partida de David Sancho, que era o CEO da marca na China e o responsável pela sua rede de lojas. O executivo, com uma carreira de 17 anos na empresa de moda, ocupa atualmente (e no último mês) o cargo de diretor de estratégia na empresa de serviços tecnológicos Re-Hub, como indicado no seu perfil na rede social profissional LinkedIn.


Elena Carasso– diretora de Client&Online da Mango–adiantou que as previsões apontam para um volume de negócios online de mil milhões de euros em 2021 - Mang


No final de janeiro de 2020, quando decidiu fechar as lojas na China devido à incipiente pandemia do coronavírus COVID-19, a Mango operava no país com uma rede comercial de 26 lojas.

O peso do país asiático na empresa espanhola é, para além do comercial, especialmente significativo em termos de produção. A China, com 242 fábricas, é a região de referência da empresa, com até 29,48% do total das unidades de produção, e fornece vestuário e calçado e acessórios, de acordo com a documentação fornecida pela Mango em outubro passado, quando tornou pública a lista de fábricas da sua cadeia de abastecimento.

Fundada em 1984, a Mango é atualmente um dos principais grupos de moda do mundo. Está presente em mais de 110 países e, no exercício financeiro de 2019, registou vendas de 2.374 milhões de euros: 24% delas vieram do canal online, um dos seus vetores de crescimento, um número que apoia o compromisso da empresa em concentrar a sua estratégia na China no canal online. De facto, como parte do 20.º aniversário do comércio eletrónico da marca, Elena Carasso, a sua diretora de Client&Online, adiantou que as previsões apontam para um volume de negócios online de mil milhões de euros em 2021.
 

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