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Estela Ataíde
Publicado em
11 de out. de 2022
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Marcas desportivas fazem promoções mais agressivas na Europa do que nos Estados Unidos

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
11 de out. de 2022

Numa altura em que, diante da inflação, os consumidores repensam os seus gastos com roupas, os distribuidores do setor ativam a alavanca da promoção para atrair clientes e vender os seus stocks. A analista Retviews by Lectra disseca as práticas de descontos realizadas online por grandes marcas e retalhistas, de cada lado do Atlântico. No domínio do desporto, verifica-se que os players pressionaram seriamente o acelerador dos descontos: num ano, a taxa média de desconto aplicada aos artigos promovidos aumentou 27% na Europa e 11% nos Estados Unidos.


Puma


Ao mesmo tempo, a quota de produtos colocados em promoção também aumentou, cerca de +8% na Europa e +13% nos Estados Unidos. Em ambos os mercados, a categoria com os menores descontos é a dos sneakers, com uma média de cerca de -30% aplicada ao preço base. Um produto estrela que continua a ser privilegiado.


À esquerda, a taxa média de desconto praticada e à direita a quantidade de artigos colocados em promoção - Retviews by Lectra


Por outro lado, sweatshirts e agasalhos (parka, casaco, etc.) foram os artigos que sofreram mais descontos no final da temporada de verão, tanto nos Estados Unidos como na Europa. Com uma diferença: o mercado europeu colocou muito mais artigos à venda (mais de 50% de sweatshirts) do que do outro lado do Atlântico (cerca de 40% de sweatshirts).

Por outro lado, a Retviews observou que, nos Estados Unidos, a maioria das marcas segue estratégias de descontos semelhantes, à exceção da Under Armour. A marca americana optou por realizar descontos muito agressivos numa pequena seleção de artigos: “A taxa média de desconto da marca foi 45% superior à taxa média do mercado, com 28% menos artigos colocados em promoção”, diz o estudo.
 
No Velho Continente, é a Puma que se destaca com descontos muito pronunciados face aos seus concorrentes, "com uma taxa média de desconto e uma quota de artigos promovidos que são, respetivamente, 6% e 27% superiores à média do mercado", mediu a analista. Sinal de que as coleções não agradaram suficientemente aos consumidores?

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