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Europa Press
Publicado em
18 de ago. de 2015
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Matéria revela as péssimas condições laborais da Amazon

Por
Europa Press
Publicado em
18 de ago. de 2015

Washington (Notimérica) – Uma matéria publicada no sábado (15) no jornal americano 'The New York Times' revelou as duras condições de trabalho que devem suportar os trabalhadores não profissionais (white-colar) da famosa companhia de comércio em linha Amazon.
 
Os autores da investigação, os jornalistas Jodi Kantor e David Streitfeld, apontaram que a Amazon "está a experimentar em relação a quanto pode pressionar seus trabalhadores para alcançarem as ambições da companhia".

Foto: Sean Gallup - Foto: Sean Gallup


O artigo começa com a descrição de um dia de trabalho qualquer na corporação. Enquanto novos trabalhadores fazem fila, os encarregados explicam-lhes que "devem esquecer os maus hábitos laborais aprendidos nos seus anteriores trabalhos".
 
À chegada à empresa, cada trabalhador recebe uma série de documentos com os '14 princípios da Amazon para a liderança'. Dias mais tarde passam por uma avaliação sobre estes princípios e aqueles que obtêm maior pontuação recebem um prêmio virtual que lhes diz que são "peculiares".

A competitividade é o motor que move a empresa, segundo aponta o artigo. Nas reuniões, os trabalhadores são incentivados a anular as ideias do resto e a enviar 'feedback' aos chefes de outros companheiros se for detetado algum tipo de conduta a ser melhorada.
 
Falta de vida pessoal
 
Alguns trabalhadores explicaram que os e-mails da companhia costumam chegar depois da meia-noite e que se não são respondidos de imediato, são substituídos por mensagens de texto ao trabalhador para que explique o motivo pelo qual não respondeu.
 
Além disso, a segurança laboral também não está garantida na companhia. Cada ano, é realizada uma "limpeza de pessoal", algo que uma antiga trabalhadora definiu como uma prática de 'Darwinismo', ou seja, um entorno onde a seleção natural é chave.
 
Os trabalhadores, ainda conhecidos como 'Amazonians', devem trabalhar para poder atingir os ambiciosos objetivos do fundador e CEO, Jeff Bezos.
 
"Esta é uma companhia que espera chegar a ser muito grande (...) quando mira para Lua, a natureza do trabalho é muito complicada. Para algumas pessoas, isso não é possível", afirmou a responsável de Recursos Humanos da Amazon, Susan Harker.
 
Bo Olson, um antigo responsável de Marketing na seção de literatura, é uma dessas pessoas das quais fala Harker. "Quando saía de uma sala de reunião, via pessoas adultas que cobriam seus rostos. Vi chorar quase todas as pessoas com as quais trabalhei", afirmou Olson.
 
Alcançar os limites
 
Enquanto muitos antigos empregados se queixam da pressão, alguns empregados atuais contatados pelo 'The New York Times' explicaram que a pressão os ajudou a conhecer-se melhor e a "alcançar seus limites". "Gosto de pensar grande e saber que ainda não arranhamos a superfície do que fica por inventar", afirmou uma das trabalhadoras atuais, Elisabeth Rommel.
 
Desde 1994, momento em que se fundou a Amazon, Bezos tinha uma clara determinação: resistir frente ao resto das companhias já estabelecidas na época, questão que conseguiu durante os últimos 20 anos.
 
No entanto, para muitos trabalhadores, que tinham sido contratados por serem os melhores, a pressão de continuar sendo-o frente aos seus companheiros e supervisores é insuportável.
 
"Era tão viciada em alcançar o sucesso ali (...) era como uma droga que necessitava", declarou Dina Vaccani, uma trabalhadora que esteve na empresa durante seis anos.
 
A resposta da Amazon
 
A resposta da Amazon não se fez esperar depois que as redes sociais se encheram de comentários negativos em relação às práticas laborais da companhia.
 
Numa carta aberta ao 'The New York Times', Bezos descreveu como uma "distopia" aquilo que refletia o artigo e esclareceu que "uma companhia que adotasse as práticas refletidas no artigo não poderia sobreviver num mundo competitivo como o atual".
 
Mais tarde, ele se dirigiu aos seus trabalhadores aos que disse que "não reconhecia esse tipo de ambiente na Amazon e que esperava que eles também não o fizessem".
 
Enquanto isso, dezenas de antigos trabalhadores, que não participaram no artigo, refletiram também seu descontentamento nas redes sociais. Eric Moore, atual trabalhador da Packard, afirmou que a empresa tem um entorno laboral "tóxico".

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