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Helena OSORIO
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8 de fev de 2021
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Milano Fashion Week divulga programa

Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
8 de fev de 2021

Após a maratona de desfiles de moda masculina, que foi revelada exclusivamente de forma virtual em janeiro, agora é a vez de as mulheres se prepararem para vestir as novas tendências da moda. Enquanto Londres anunciou uma semana totalmente digital (19-23 de fevereiro), Milão está a planear, tal como Nova Iorque (14-17 de fevereiro), um regresso a algumas apresentações (15) e espectáculos físicos, como o da nova marca Del Core, na presença de uma mão cheia de compradores e jornalistas. Quanto ao resto, a Milano Fashion Week - Milano Moda Donna para a estação de outono-inverno 2021/2022 terá lugar principalmente na plataforma da Camera Nazionale della Moda Italiana (CNMI), acolhendo de 23 de fevereiro a 1 de março 61 desfiles, 52 apresentações e seis eventos.


A Milano Fashion Week ainda será essencialmente virtual em fevereiro - CNMI


"É um calendário muito bem estruturado com um programa interessante todos os dias. No total teremos 124 compromissos, incluindo pela primeira vez uma reunião digital com Brunello Cucinelli. A nossa plataforma oferecerá também, como em setembro, eventos paralelos centrados em temas que nos são preciosos, tais como desenvolvimento sustentável, diversidade e inclusão", informou durante uma videoconferência, Carlo Capasa, o presidente da CNMI, recordando a homenagem que será prestada na abertura desta semana da moda, através de um filme realizado por Beninamino Barrese, a Beppe Modenese, um dos seus ilustres antecessores e promotor do Made in Italy.
 
Para além da notória ausência de Versace, que anunciou na quinta-feira (4) a sua decisão de optar por um formato de vídeo a ser transmitido na rede no dia 5 de março – após o evento milanês – estiveram presentes os principais líderes da moda transalpina. Em particular Valentino, que confirma para a segunda temporada a sua presença em Milão, depois de ter desfilado durante muitos anos em Paris.

O programa promete ser denso, com muitos destaques. A começar pela Fendi, que irá revelar a primeira coleção de pronto-a-vestir feminina assinada por Kim Jones na abertura da Milano Fashion Week. Também digna de nota é a primeira coleção concebida por Alessandro dell'Acqua para Elena Mirò, que está de regresso ao calendário de Milão após uma ausência de 10 anos.
 
O designer napolitano abrirá também o programa de desfiles de moda para a estação outono-inverno 2021/2022 com a sua própria marca N°21 a 24 de fevereiro, juntamente com Missoni. No dia seguinte, quinta-feira (25), serão recebidos entre outros Max Mara, Prada e Moschino; na sexta-feira (26) Antonio Marras, Etro e Tod's; no sábado (27) será a vez de Giorgio Armani e Salvatore Ferragamo; e no domingo (28), Dsquared2, Fila e Emilio Pucci, entre outros. Enquanto Ports1961, MSGM, Valentino e Dolce & Gabbana encerrarão a Milano Fashion Week no dia 1 de março. As duas últimas maisons estão ainda a avaliar a possibilidade de organizarem um desfile ao vivo.
 
Entre os novos nomes no calendário, além de Brunello Cucinelli e Alessandro dell'Acqua x Elena Mirò, está a nova marca Del Core, lançada nesta ocasião por Daniel del Core, que há muito trabalha para a Gucci e vai organizar um desfile físico de moda. Mas também a nova marca de Alessandro Vigilante, que foi lançada pela Dolce & Gabbana, Gucci e Philosophy, e a marca CHB de Christian Boaro, que o designer, com uma vasta experiência (Dolce & Gabbana, Versace, Ferré, MSGM), lançou em pleno confinamento. Sem esquecer a chegada às passerelles milanesas de Giuseppe Buccinnà, engenheiro de formação e promissor talento para o Made in Italy, que fundou a sua empresa em 2015.


Carlo Capasa, o presidente da CNMI durante a videoconferência - DR


A estes novos nomes podem ser adicionados os de Onitsuka Tiger, a irmã mais nova da Asics, e a marca coreana Münn de Han Hyun-min – o modelo sul-coreano, ator e personalidade de TV – ambos pela primeira vez em Milão. Também fazem a sua estreia no calendário feminino, o show coletivo Budapest Select, centrado na jovem criação húngara; Fabio Quaranta, um frequentador regular das passerelles masculinas; e Dima Leu, o jovem designer natural da Moldávia criado em Itália que se estreou em Milão no mês passado com a moda masculina.
 
A CNMI também planeia organizar uma série de projectos paralelos, em particular para apoiar a jovem criação. Começando com designers de grupos racialmente diversos, em colaboração com o coletivo Black Lives Matter in Italian Fashion, através do projecto de vídeo We are Made in Italy - The Fab Five Bridge Builders, que abrirá a Milano Fashion Week na manhã do dia 24.
 
Como aconteceu em setembro passado, outra iniciativa é a seleção de 11 jovens designers (Marco Rambaldi; Fantabody, Vitelli, Gentile Catone, Themoirè, Drome, Simona Marziali - Mrz, Melampo, Sara Battagli, Giannico e Greta Boldini) para uma loja pop-up, na loja de departamentos Rinascente, durante esta edição da semana da moda feminina. Finalmente, o projecto Designer for The Planet destacará pela segunda temporada o trabalho de estilistas empenhados na moda responsável (Gentile Catone, Gin Salemò, Froy;Traffico, Iindaco, Dassùyamoroso).

Por fim, e pela primeira vez, a Milano Fashion Week irá destacar o trabalho de artesãos, apresentando cinco realidades italianas: o artesão de penas Duccio Mazzanti, o tecelão Alberto Bevilacqua, a fabricante de sapatos à medida Vivian Saskia Wittmer, a especialista em malhas Marina Rizzini e a especialista em flores de tecido Anna Tosi.
 

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