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Milão atrai marcas de todo o mundo com semana da moda renovada

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
today 16 de set de 2019
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Depois de Nova Iorque e Londres, chega a vez de Milão com uma Fashion Week particularmente equilibrada entre grandes nomes e novos talentos. O crédito é da Câmara da Moda Italiana (CNMI), que este verão reuniu em torno de uma mesa as principais casas milanesas para reformular profundamente o calendário. Como resultado, todos os dias desfilam duas ou três grandes marcas, intercaladas com marcas de pequena ou média dimensão, designers emergentes e insígnias estrangeiras, incluindo Boss, Peter Pilotto e muitas chinesas. A criatividade africana também estará presente através de diversas iniciativas.
 

A N°21 abre a ação com nomes como Prada e Jil Sander - © PixelFormula


Um total de 170 coleções e 57 desfiles oficiais irão animar, de 17 a 23 de setembro, esta semana da moda dedicada às coleções femininas para a primavera-verão 2020, contra 56 desfiles em fevereiro. Também fazem parte do programa 110 apresentações e 54 eventos especiais (comparados com 30 na última temporada), incluindo muitas aberturas de lojas, como as da Tod's, Philipp Plein e MSGM, mas também festas e eventos importantes, como a exposição "Time Cpasule" sobre o 160.º aniversário da história da Louis Vuitton. Ou ainda a terceira edição dos Oscars da moda verde, os Green Carpet Fashion Awards, que encerrarão a Fashion Week no domingo, 22.
 
As festividades começam esta terça-feira à noite com a Benetton, que desfila na piscina Cozzi, local desportivo histórico de Milão, inaugurado em 1934, com a sua piscina de 33 metros. O espetáculo está incluído no programa de eventos, que nesta temporada propõe nada menos que uma dúzia de outros desfiles posicionados fora do calendário tradicional!

A marca histórica Luisa Spagnoli, inscrita neste programa, desfila na Bolsa na sexta-feira, 20, enquanto os designers chineses estão presentes em força, com o desfile, na quinta-feira, do grupo especializado em blusões Bosideng e uma série de marcas mais jovens e menos conhecidas espalhadas por toda a semana. Um programa que não deverá fazer esquecer as marcas que desfilam fora do cronograma, como Dolce & Gabbana, no domingo, 22, ou Elisabetta Franchi, na sexta-feira, 20.
 
Enquanto isso, o calendário oficial terá o seu primeiro destaque na quarta-feira, com Peter Pilotto. Esta será a primeira vez que Peter Pilotto e Christopher de Vos, a famosa dupla à frente da marca, habituada às passarelas de Londres, desfilam em Itália. No mesmo dia, espera-se ainda Prada, N°21 e Jil Sander.

Também será dada muita atenção à Boss, a linha jovem da alemã Hugo Boss, que desfila no domingo, 22. A marca, presente na Semana da Moda de Nova Iorque desde 2014, integra-se pela primeira vez na Fashion Week de Milão com um desfile misto. Ainda no domingo, a Drome dará também os seus primeiros passos na capital italiana da moda para comemorar o seu 10.º aniversário. A marca, dirigida pela designer italiana Marianna Rosati, desfilava até agora em off em Paris.
 

Silhueta assinada por Shuting Qiu - vfiles.com


Para descobrir, ainda neste domingo, 22, uma estreante muito aguardada: a designer chinesa Shuting Qiu, que se destacou no ano passado ao desfilar em Nova Iorque no âmbito da plataforma Vfiles, conhecida por dar destaque aos talentos mais interessantes do momento. Com sede em Antuérpia, onde se formou na Royal Academy of Fine Arts, a estilista lançou a sua marca em 2017, apostando numa poderosa silhueta feminina e numa mistura explosiva de padrões e cores vivas.
 
Na quinta-feira, 19, será vez de Max Mara, Fendi, Bottega Veneta, Moschino... e da italiana Vivetta, que também estará no centro das atenções do salão Super, organizado pela Pitti Immagine, onde lançará a sua primeira coleção de calçado. O seu desfile será seguido pelo de Simona Marziali. Esta entusiasta da moda especializada em malhas, que conta com uma longa experiência em diversas marcas, fará a sua grande estreia em Milão com a sua marca MRZ, fundada em 2002 com a empresa da sua família.
 
No dia seguinte, sexta-feira, 20, os holofotes estarão sobre Versace, Marni, Marco de Vincenzo e, especialmente, Frankie Morello, que faz o seu regresso oficial à Fashion Week milanesa, que abandonou há quatro anos. A marca, que mudou de proprietário, abre nesta ocasião um novo capítulo com o croata Damir Doma na direção artística.
 
Outro regresso: o da Fila, que volta no domingo após um primeiro desfile de destaque durante a semana milanesa do ano passado. Também digno de nota é o regresso às passarelas, na quarta-feira, 18, de Tiziano Guardini, o primeiro vencedor dos prémios Green Carpet, em 2017, que em fevereiro optou por uma apresentação.

Estas inúmeras novidades vêm compensar as sete saídas do programa oficial nesta temporada. Começando pela Roberto Cavalli, em pleno processo de compra. Do lado das marcas jovens, Francesca Liberatore vai desfilar fora do calendário na terça-feira, na piscina de Bagni Misteriosi. Nesta ocasião, apresentará uma coleção cápsula de roupa de banho feita com a Arena, usada pela equipa italiana de natação sincronizada. Da mesma forma, a marca ítalo-chinesa Ricostru deixa a passarela, optando por um cocktail-apresentação para apresentar a sua colaboração com a marca de calçado californiana Skechers.

Após o seu mega evento de fevereiro, nesta temporada a Moncler faz uma pausa. Quanto a Simonetta Ravizza, esta apresentará a sua nova coleção através de um vídeo, que será exibido na sua nova loja. A marca mudou-se da Via Montenapoleone para a Via Santo Spirito e comemorará assim o seu novo ponto de venda. Finalmente, Alberto Zambelli e Byblos já não figuram no calendário.

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