Milão: uma semana da moda masculina sem Prada

A semana da moda masculina milanesa, que começa na tarde de sexta-feira, 14 de junho, e termina na segunda-feira, 17 de junho, anuncia algumas mudanças importantes. Pela primeira vez, será privada do desfile masculino da Prada, um dos nomes fortes de Milão. O grupo de moda italiano decidiu desfilar a 6 de junho em Xangai para assinalar o 40.º aniversário da geminação entre as duas cidades. No entanto, a marca apresentará a sua coleção no seu showroom milanês durante a Fashion Week e promete oferecer à cidade um evento musical a 14 de junho, na Fundação Prada.


Giorgio Armani vai encerrar a semana milanesa na sua sede histórica do Palazzo Orsini - © PixelFormula
 
A N°21 abandonou igualmente a passarela de Milão, optando por um desfile misto em setembro, tal como a MSGM, que festeja os seus 10 anos no Pitti Uomo com um desfile a 13 de junho. Estas deserções serão, no entanto, compensadas por grandes regressos e novos nomes. Para começar, a Etro, que já há algumas temporadas não desfilava com a coleção masculina. Da mesma forma, Philipp Plein, que desfilou em off em janeiro, reintegrou o calendário, assim como a marca Palm Angels, que se havia mudado para Nova Iorque. 

Os órgãos de moda italiana esperam, assim, dar um novo fôlego ao menswear transalpino, cujas vendas subiram apenas 0,2% nos primeiros três meses de 2019, enquanto na última década (2008-2018) a moda masculina registou um aumento médio anual de 3%. "As vendas de moda masculina made in Italy correm muito bem no estrangeiro, representando 39% das nossas exportações totais de roupa. Fora da Europa, o menswear ultrapassa mesmo a moda feminina, com a sua parcela no total de exportações a chegar aos 55%. É um peso importante", sublinha Carlo Capasa, presidente da Câmara da Moda (CNMI).
 
Imagem de backstage de Miguel Vieira - miguelvieira.pt

Entre as novas entradas: a marca street sul-coreana de vestuário modulável Youser e a insígnia espanhola David Catalan, fundada em 2012 pelo designer homónimo e Almudena Bretón, com uma moda ao mesmo tempo inovadora e confortável. Ainda entre os nomes emergentes está a marca italiana sem género Edithmarcel, lançada em 2015 por Gianluca Ferracin e Andrea Masato.

Por fim, o designer português Miguel Vieira (53 anos), que não é propriamente um novato, uma vez que lançou a sua marca em 1988, faz, com um desfile no último dia, segunda-feira, 17, a sua entrada oficial no programa da Fashion Week milanesa, onde desde 2015 apresenta em off as suas coleções de estilo chique e luxuoso. Fay, Rolf Ekroth & Terenit e Brett Johnson entram por seu lado no calendário das apresentações oficiais.

A próxima semana da moda de Milão, que irá desvendar as coleções para a primavera-verão 2020, conta com 25 desfiles oficiais, contra os 27 da temporada passada. Vai contar, nomeadamente, com o espetáculo de Ermenegildo Zegna e a apresentação de Stella McCartney na noite de abertura, a 14 de junho, bem como com a presença de Giorgio Armani, que vai apresentar no dia 15 a sua coleção Emporio no Armani/Teatro, enquanto o desfile da sua primeira linha será apresentado no final do dia de segunda-feira, 17 de junho, na sua sede histórica do Palazzo Orsini, na via Borgonuovo, à qual o designer regressa após 18 anos.
 
Grandes eventos fortalecerão a semana. Como o Milano Moda Graduate, um evento dedicado às escolas de moda italianas. Esta 5.ª edição será celebrada na sexta-feira, 14, com um desfile dos melhores estudantes designers. Foram selecionados oito jovens finalistas, um dos quais será reconhecido por um júri presidido por Renzo Rosso. Além disso, pela primeira vez este ano, foi acrescentada uma secção promovida pelo parceiro japonês YKK, especializado em fechos-éclair, que irá nomear um vencedor entre os 11 finalistas que apresentarem a mais interessante criação com esses fechos.

Outra novidade será a instalação e a soirée "CNMI Camera Club", que contará com criações temáticas, em torno de um tema específico, de jovens designers que já marcaram presença na Fashion Week de Milão. Esta iniciativa foi inaugurada na semana passada em Nova Iorque em torno de um projeto musical que reuniu quatro jovens marcas italianas: M1992, Magliano, United Standard e Vitelli. Uma iniciativa cultural será também proposta pela Gucci em diferentes momentos da semana, que terminará com uma soirée organizada pela câmara da moda italiana (CNMI).

Traduzido por Estela Ataíde

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