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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
28 de out. de 2022
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5 Minutos
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Moda e luxo adaptam-se à reorganização geográfica dos mercados

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
28 de out. de 2022

As tensões geopolíticas geradas pela invasão ilegal da Rússia à Ucrânia, as consequências da pandemia e o medo de uma recessão iminente estão a condicionar fortemente o sector do luxo. Se há um ano a recuperação parecia estar próxima, hoje o sector enfrenta uma instabilidade crónica, o que o obriga a repensar os seus pontos de venda e a redesenhar a sua rede geográfica, como ilustraram os participantes do Milano Fashion Global Summit 2022 (MFGS), realizado virtualmente no dia 25 de outubro.


Muitas marcas apostam na Ásia, como a AMI, que acaba de desfilar em Seul - AMI Paris

 
A China é o grande ponto de interrogação. "Após o fim dos confinamentos, há alguns meses, houve sinais positivos, com pico de vendas em julho e agosto, mas acredito que em curto prazo a China pode representar uma ameaça e deve impactar também as estimativas para 2023. Após um crescimento de dois dígitos nos últimos dois anos, no próximo ano teremos um aumento de um dígito", estima Francesca Diviccaro, responsável pelo sector de retalho e luxo na divisão IMI Corporate & Investment Banking do banco italiano Intesa Sanpaolo.

A analista, no entanto, continua a ver o país como uma oportunidade. "O maior mercado de luxo em 2025 será o chinês, impulsionado pela prosperidade da classe média, pela geração de jovens, mas também por uma recuperação ou início de negócios em cidades menores", diz. Uma opinião partilhada pelo diretor financeiro da Kering, Jean-Marc Duplaix, que disse – na ocasião da publicação dos resultados trimestrais do grupo – que, apesar do abrandamento económico e dos problemas ligados ao COVID-19, a China manteve todo o seu potencial.

Por outro lado, o CEO da Dolce & Gabbana, Alfonso Dolce, acredita que "vai levar pelo menos seis a 18 meses para a recuperação do equilíbrio total e ver uma nova China, que provavelmente será mais forte do que antes".

"Esta recuperação vai permitir uma nova economia de escala com características diferenciadas, ainda mais qualitativas, na qual o consumidor já não compra um produto, mas sim uma sensação de se relacionar a um estilo de vida, um sonho e, no nosso caso, um sonho italiano", disse Dolce.
 

Americanos afluentes fazem as suas compras na Europa



O cenário também mudou um pouco nos Estados Unidos, um novo El Dorado para o sector há pouco mais de um ano. Embora as vendas de artigos de luxo tenham apresentado um bom desempenho no primeiro semestre, o crescimento foi marginal entre julho e setembro, já que os americanos optara por fazer compras na Europa, beneficiando-se de um dólar forte. "Embora grande parte da procura se tenha deslocado para a Europa, a América do Norte continua a ser um mercado forte, pois é pouco penetrado pelo sector de luxo", observa Chiara Rotelli, diretora executiva e analista sénior de bens de luxo da Mediobanca.
 
"Os Estados Unidos continuam a ser um mercado importante para o desenvolvimento do retalho, oferecendo também a possibilidade de crescimento por perímetro", diz. De Nova Iorque, onde se estabeleceram em grande número, as marcas agora migram para outras cidades, como a Stone Island, que abriu recentemente uma boutique em Chicago, e a Zegna, em São Francisco. A Kering também tem um grande plano de abertura nesta região, como sugerido por Jean-Marc Duplaix. Segundo ele, "claramente, os Estados Unidos e os americanos têm sido a locomotiva do sector nos últimos trimestres. É um mercado que mudou para a indústria do luxo, que é muito promissor, com potencial muito forte no longo prazo". 
 

Stone Island escolheu Chicago para inaugurar o seu novo conceito de loja - ph Marco Cappelletti -Stone Island OMA/AMO


Por fim, estamos a testemunhar o grande retorno do Velho Continente. "Geograficamente, com o regresso dos turistas e a recuperação do consumo local, é a Europa que tem impulsionado o mercado de luxo em 2022, enquanto em 2021 esteve na retaguarda", diz Francesca Diviccaro. "Esta é a região onde tivemos mais dúvidas a curto prazo, dada a situação económica e geopolítica", admite o diretor financeiro da Kering, satisfeito com o facto de o grupo ter continuado a investir na Europa.
 

"O Médio Oriente é a nova China" (Gildo Zegna)



A par destes três mercados estratégicos para o mundo do luxo, outras regiões estão a confirmar o seu potencial ou a despontar como futuros outlets interessantes. "Há mercados que devem ser particularmente monitorados. Um já explodiu, trata-se de toda a região dos Emirados Árabes Unidos e Turquia, que estão a surfar na onda dos gastos dos russos", observa Francesca Diviccaro. O CEO do grupo Zegna, Gildo Zegna, não hesita em afirmar que "o Médio Oriente é a nova China".
 
Com as restrições europeias a penalizarem a Rússia desde que os exércitos de Putin invadiram a Ucrânia, a maioria das marcas de luxo interrompeu as suas atividades neste território, mantendo os seus ativos no país. Marcas como a Sephora e Inditex, por outro lado, venderam os seus negócios. Algumas regiões, como os Emirados Árabes Unidos, que não impuseram sanções, atraíram desde então bilionários russos e os seus investimentos. Oligarcas e empresários encontraram refúgio em particular no Dubai.

"Os Emirados Árabes Unidos já não são países separados, mas constituem um ecossistema com economia própria, dentro de um mesmo grande território", analisa Alfonso Dolce. "Os mercados evoluídos já não são representados apenas pelas grandes cidades, mas pela extensão dos territórios de agregação das grandes cidades, o que cria novas macro áreas, desenvolvendo-se nas suas periferias ou outras regiões", diz Dolce.
 
De acordo com Francesca Diviccaro, "há de facto outros mercados onde podemos ver caminhos de crescimento interessantes, entre os quais o Japão, Coreia do Sul e zonas da América do Sul". Afonso Dolce confirma: "Há novos mercados a abrirem-se além das capitais. Por exemplo, no Brasil, há pelo menos sete ou oito cidades que representam a nova economia do país, como a Goiânia, que é impulsionada pelo grande desenvolvimento imobiliário". O dirigente convida-nos a acompanhar estas cidades, "onde ainda há vontade de consumir, com uma clientela que está a experimentar pela primeira vez a compra emocional".
 

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