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Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
11 de abr. de 2022
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3 Minutos
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Moda indígena brasileira como meio de "resistência" pela primeira vez em Manaus

Por
AFP
Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
11 de abr. de 2022

Usando orgulhosamente os seus majestosos toucados de penas, as modelos cantam uma ode à chuva, enquanto os maquilhadores desenham linhas negras nos seus rostos, braços e coxas no primeiro evento de moda indígena do Brasil, em Manaus, na maior cidade da Amazónia brasileira.
 

Três dos 37 modelos (mulheres e homens) representantes dos 15 grupos indígenas do Brasil que participam na Exposição Intercultural de Moda Indígena, na maior cidade da Amazónia brasileira, com a duração de um mês - AFP


"É um sentimento de felicidade e orgulho. Uma vez que é a primeira vez, queremos realmente mostrar o nosso talento, o nosso savoir-faire em costura, em artesanato. Queremos mostrar ao mundo que os povos indígenas também podem ter sucesso" na moda, disse a modelo e ativista Moan Munduruku, de 19 anos.
 
Moan é apenas uma entre 37 modelos de 15 povos indígenas, tanto homens como mulheres, que participam neste primeiro desfile de moda indígena intercultural de sempre.

Esta primeira edição da Exposição Intercultural de Moda Indígena apresenta as criações de 29 designers indígenas durante todo o mês de abril, em Manaus (norte), a maior metrópole da Amazónia.
 
"É uma forma de resistência, uma forma de ir além dos estereótipos", disse Reby Ferreira de 27 anos, que organizou o evento.
 
"Em Manaus, infelizmente, muitas pessoas têm vergonha, até mesmo medo, de admitir que têm sangue indígena. O nosso objetivo é que todos se sintam integrados e mostrem a nossa cultura ao mundo através destas roupas", acrescentou.
 
Os designers utilizam elementos naturais para as suas criações, como dentes de peccary (um tipo de javali amazónico), guaraná vermelho ou sementes de açaí, cascas de coco.
 
Os tecidos reforçam os mesmos padrões geométricos das pinturas corporais, alguns dos quais representam os ritos de passagem dos jovens indígenas.
 
"A minha roupa evoca o ritual da jovem do povo Ticuna, com a palha da casa onde esta tem de se reunir durante o ritual", explica Kimpuramana, uma modelo e estilista de 17 anos, que ostenta um vestido branco com riscas diagonais pretas entrelaçadas.
 
Antes de cada modelo pisar a passerelle, um apresentador revela a sua etnia e o que simbolizam as roupas e acessórios que veste.
 
No sábado (9 de abril), os desfiles tiveram lugar no Palácio do Rio Negro, um edifício construído no início do século XX, durante a era dourada da borracha, e agora transformado num centro cultural.
 
"Sinto-me privilegiado por ter podido assistir a um evento desta envergadura neste local. Normalmente somos excluídos destes espaços. Agora posso ver o meu povo a contar a sua história através da moda", diz Bianca Mura, uma romancista indígena de 24 anos.
 
Enquanto se realizam os desfiles de moda em Manaus, milhares de indígenas estão a reunir-se a 3.500 km de distância na capital Brasília para o seu acampamento anual "Terra Livre" onde pretendem defender os seus direitos e protestar contra o governo de Jair Bolsonaro.
 
O presidente de extrema-direita é a favor da abertura das reservas indígenas existentes, já duramente atingidas pela desflorestação derivada da mineração ilegal, que causa graves problemas ambientais, ou da agricultura.

Por Orlando Júnior / AFP
 

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