Moda infantil ruma à Pitti Bimbo

Segundo estimativas recentes, apenas 15,8% da produção nacional de vestuário infantil se destina ao mercado interno, o que reflete a incontornável importância da exportação neste segmento. Será, portanto, com o propósito de reforçar a sua posição nos mercados internacionais e conquistar novos clientes que cerca de 30 marcas portuguesas de moda infantil marcarão presença na 89.ª edição do Pitti Bimbo, um dos maiores eventos mundiais do setor, que acontece em Florença de 20 a 22 de junho.
 

A 89.ª edição do Pitti Bimbo acontece de 20 a 22 de junho em Florença - Ph: Emilio Tini

Participante habitual no certame, nesta edição a moda portuguesa estende a sua presença para além do espaço expositivo. A 21 de junho, pelas 13h30, sei marcas nacionais vão apresentar as suas coleções para a primavera-verão 2010 num desfile inédito integrado na programação oficial do salão.
 
Promovido pelo projeto conjunto de internacionalização 100% ModaPortugal, conduzido pelo CENIT (Centro de Inteligência Têxtil) e pela ANIVEC (Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção) desde o início de 2017, o desfile é a segunda iniciativa sob a insígnia KidsModaPortugal, que visa promover a moda infantil portuguesa. Depois de, há dois anos, ter sido criada uma área expositiva com um grupo de marcas no Pitti Bimbo, o projeto recorre agora ao formato desfile para colocar a criação nacional no centro das atenções.
 
O desfile coletivo, que irá decorrer na Fortezza da Basso, contará com a participação das marcas Cherry Papaya, Laranjinha, Patachou, Play Up, Knot e Phi Clothing, que apresentarão as suas novidades a uma plateia de cerca de 400 profissionais do setor.
 
Paralelamente, e como já vem sendo habitual, as marcas nacionais marcarão presença enquanto expositoras. Este ano, além das seis insígnias que vão participar no desfile coletivo, o vestuário infantil português será também representado pelas marcas Andorine, Ativo Premium, Atlanta Mocassin, B’Lovely, Baby Gi, Barn of Monkeys, Chua, CR7 Cristiano Ronaldo, Dr Kid, FS Baby, Maria Bianca, Meia Pata, Naturapura, Piccola Speranza, Pureté, Snug, Vandoma, Wedoble, Wolf & Rita e Yay.
 
Uma comitiva de peso empenhada em reforçar a presença internacional de um subsetor do vestuário nacional que tem nos mercados externos os seus maiores clientes. De acordo com as conclusões de um estudo recentemente promovido pelo CENIT e pela QSP – Consultoria de Marketing, o volume de negócios do subsetor de vestuário infantil representa cerca de 14,1% do fabrico total nacional de vestuário, sendo que apenas 15,8% da produção de kidswear se destina ao comércio interno. Tendo, de acordo com o mesmo estudo, crescido 17,1% entre 2014 e 2017, o volume de negócios associado a este subsetor é de 521 milhões de euros.

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