Agência LUSA
11 de out. de 2016
ModaLisboa: Estilo pop/rock de Luís Carvalho marca desfecho da 47.ª edição
Agência LUSA
11 de out. de 2016
As propostas para homem e mulher do criador Luís Carvalho para a próxima primavera/verão encerraram a 47.ª edição da ModaLisboa, no Pátio da Galé, numa coleção inspirada no estilo pop/rock dos anos 1970.
Ao som da canção "Heart of glass" ("Coração de vidro", nome dado à coleção) dos Blondie, tocada ao vivo por Alex D'Alva, os manequins invadiram a passerelle com os coordenados vibrantes de Luís Carvalho.

As riscas, as aplicações metálicas, a conjugação de diferentes texturas e a aposta em tons vivos - como o coral, verde, vermelho e o azul - foram as principais marcas desta coleção, na qual Luís Carvalho usou malhas com acabamento de vinil, sarja, algodão, 'cupro' e seda.
Falando à agência Lusa no final do desfile, o criador explicou que esta é uma "coleção mais 'rock' e mais 'cool'", que "foge um bocadinho" ao que costuma apresentar.
"Não é que o que fizesse antes fosse menos bom, mas é preciso surpreender", considerou.
Ao nível das "silhuetas e do tipo de peças", Luís Carvalho inspirou-se nos "looks mais icónicos" da cantora Debbie Harry, dos Blondie.
Já no que toca às "riscas e aos apontamentos de cor", a inspiração veio das obras da artista plástica Gretchen Albrecht, contou o criador à Lusa.
Esta foi a primeira vez que a coleção foi apresentada e "até agora a aceitação tem sido ótima", notou o 'designer', frisando estar "muito contente e muito feliz" com o resultado.
Sobre o facto de ter sido escolhido de novo para encerrar uma edição da ModaLisboa, Luís Carvalho salientou ser "uma honra".
"Ainda por cima, a marca tem três anos, então o foco foi mesmo fazer uma festa para fechar em beleza", adiantou.
Questionado sobre projetos futuros, Luís Carvalho admitiu ter o objetivo de apresentar a coleção no estrangeiro, mas por agora quer "estabilizar a marca em Portugal, para a tornar autossustentável".
Houve também tempo para a criadora angolana Nadir Tati apresentar a sua coleção "Caminhos da alma", na qual retratou "o momento [financeiro] que se vive, não só em Angola mas no mundo inteiro", disse a criadora em declarações à Lusa.

Se numa primeira fase os coordenados - masculinos e femininos - eram escuros e padronizados, com a evolução do desfile foram ficando mais claros, até surgirem as cores vivas como o laranja, azul e verde e os padrões mais alegres.
"É uma coleção que foi preparada a pensar nos jovens, não só angolanos, mas em todos os jovens do mundo, que fala dos caminhos para a resolução dos problemas através do talento", descreveu Nadir Tati.
Daí a alteração da paleta de cores, que termina com cores vibrantes para transmitir uma mensagem de esperança: "Quero dizer aos jovens que é importante trabalhar para conseguirem ter sucesso".
Seguiu-se o desfile da coleção "Medo ou amor" da criadora Lidija Kolovrat, que apostou em camisolas largas, malhas desfeitas, impressões gráficas e calças assimétricas.

O objetivo foi "consciencializar o homem do seu lado feminino em interação com a sua masculinidade", numa forma de atingir "um novo nível de sofisticação", de acordo com a descrição da 'designer'.
Pelo meio, Ricardo Andrez mostrou as suas propostas para homem e mulher para a estação quente, com a coleção "Perhaps" ("Talvez").
Com todo o corpo coberto, os modelos exibiram coordenados descontraídos e, ao mesmo tempo, elaborados, com uma palete de cores que passava pelo branco, cinza, preto, azul e amarelo-torrado.
Esta edição da ModaLisboa decorreu sob o tema "Together" ("Juntos").
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