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Publicado em
11 de out. de 2021
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4 Minutos
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ModaLisboa: quatro dias de desfiles físicos onde o artesanato e grafismo vigoraram

Publicado em
11 de out. de 2021

A 57.ª edição da ModaLisboa - Lisboa Fashion Week decorreu entre quinta-feira e domingo (7 e 10 de outubro), na Estufa Fria, no Capitólio, e em formato exclusivamente digital. Entre as marcas e criadores contaram-se a Béhen, Buzina, Carlos Gil, Constança Entrudo, Cravo Studios, Fora de Jogo, Gonçalo Peixoto, Lidija Kolovrat, Luís Carvalho, Luís Buchinho, Nuno Baltazar, Nuno Gama e Ricardo Preto. O recurso a artesão especializados e a matérias e processos mais sustentáveis marcou as coleções.


Lidija Kolovrat - Instagram @lisboafashionweek


Para além dos nomes citados, houve ainda lugar para 10 participantes do Sangue Novo: Amor de la Calle, Anvi, Carolina Costa, Filipe Cerejo, Ivan Hunga Garcia, Maria Clara, Maria Curado, Reimão, Sousa e Veehana. Carolina Costa foi a grande vencedora do Prémio do Público Sangue Novo.

De entre mais de 20 desfiles distinguiram-se 13 coleções com um maior impacto. E, de forma geral, foi notória uma visível tendência para estampados gráficos e mistura de diferentes padrões, como na coleção de Kolovrat quase tribal; ou na de Luís Buchinho e Buzina, mais românticas; e ainda na de Carlos Gil, que surpreendeu com longas túnicas gráficas e leves, mas também com vestidos, macacões e smokings de uma só cor, entre outras peças.


Carlos Gil - Instagram @lisboafashionweek


Lidija Kolovrat optou por formas justas e desconstruídas, a partir das linhas geométricas do streetwear. Buchinho abusou de plissados, enrugados e cortes laser. A Buzina vestiu divas extravagantes. Carlos Gil inspirou-se num misto de culturas e padrão que "reflete a vida da árvore na terra e o coral no mar", disse a ModaLisboa num comunicado.

Já os revivalismos marcaram a coleção da Béhen com 15 coordenados e 15 histórias sobre a liberdade de vestir e de ser mulher antes da Revolução dos Cravos. Joana Duarte da Béhen apresentou calças à boca-de-sino, entre outras peças que inspiram os anos 50, 60 e 70 feitas de colchas artesanais, de bordados tradicionais (como o bordado da Madeira), e de ganga confecionada na Pizarro. 


Valentim Quaresma - Instagram @lisboafashionweek


Também Valentim Quaresma nos fez viajar pelo tempo, com capacetes e colares gigantescos idealizados com roldanas dentadas e outros engenhos, que inspiram o mecanismo de relógios, quiçá máquinas do tempo. Como o próprio evoca: “O tempo voa sobre nós, mas deixa a sua sombra para trás” (Nathaniel Hawthorne). Tudo em preto com contornos algo neomedievais, tecidos texturados e Batik. 

Ricardo Preto apostou em silhuetas românticas com muitos folhos e franzidos, várias alturas, gabardinas invertidas ou não. Distinguiu uma paleta de tons pastel, cor-de-rosa, lilás, vermelho, fúchsia, azul céu e laranja em silhuetas que fluem leves. Matérias-primas: popelinas, ganga, twill, sedas, cetins e tecidos técnicos.


Ricardo Andrez - Instagram @lisboafashionweek


Gonçalo Peixoto também se destacou pela tendência marcadamente romântica, tendo previamente apresentado a coleção na Milano Fashion Week. Com padrões florais, brocados e croché em viagem pelo baú de lembranças da sua avó Alice. 

Constança Entrudo e Ricardo Andrez apresentaram também as coleções que levaram à Paris Fashion Week. Constança revelou um trabalho "profundamente pessoal" onde "poemas visuais escritos em colaboração com a artista Isabella Toledo aparecem por meio desses temas de fragmentação e distorção e tecidos feitos à mão que se desfazem e interagem com o design do cenário de forma ilusória e lúdica", divulgou a ModaLisboa.

Nas peças de Andrez a reconstrução é predominante e, essencialmente, a atualização do DNA da marca. Uma coleção cujo conceito é "viver num mundo maravilhoso e muito virtual", disse o designer num comunicado. Com detalhes de fabrico português e materiais de origem sustentável.


João Magalhães - Instagram @lisboafashionweek


Nuno Gama, sempre inovativo, inaugurou a passerelle com um bailado, e cantares masculinos soando a norte de África, num regresso às origens da classe trabalhadora alentejana, mas também com um toque de colonial. A apostar no 100% sustentável através de matérias certificadas, desde a origem aos processos, e "até ao consumidor final, através de reciclagens, reaproveitamentos ou na promoção do produto nacional. Entrada em força do tencel em contraposição com fibras naturais, sustentáveis e a excelência do Merino nacional", assegurou a nota da ModaLisboa sobre a coleção. 

Por sua vez, João Magalhães abriu com uma banda feminina a tocar ao vivo, ostentando fatos estampados transparentes, cujo tecido se repete em alguns looks dos manequins, entre outros estampados e riscas, tudo sobreposto, num grande show inspirado nos anos 70 e na cultura psicadélica. "Kimonos, tweed bouclé, xadrez geométrico e streetwear, os códigos da marca, são revistos e desconstruídos em formas novas e acabamentos inovadores".


Nuno Baltazar - Instagram @lisboafashionweek


Finalmente, Nuno Baltazar fechou a ModaLisboa, num quadro poético todo em branco intitulado Diary. Como o nome indica, trata-se de um "diário visual que projeta o futuro incerto e ainda sem cor, que é também uma reflexão sobre o tempo presente, sobre a identidade da marca e sobre os seus códigos", explicou melhor a ModaLisboa.

Uma coleção muito pessoal e emotiva onde se cruzam vários processos, projetos e clientes, sendo que, só num dos vestidos, Nuno Baltazar juntou 42 partes de tecidos diferentes. No final, as modelos e convidadas especiais (Catarina Furtado, Rita Fortes e Telma Santos) ocuparam as suas posições no centro da sala, cada uma com o seu nome escrito no chão.
 

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