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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
5 de mai. de 2022
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2 Minutos
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Moncler supera previsões no primeiro trimestre

Por
Reuters API
Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
5 de mai. de 2022

No primeiro trimestre, as vendas do grupo italiano Moncler saltaram 60% graças ao forte desempenho na China e aos números crescentes nos Estados Unidos e online, compensando as perdas devido às novas restrições relacionadas com a Covid-19 e superando novamente as previsões dos economistas.


Fotografia: Moncler - Moncler


A fabricante de blusões de luxo realizará também na quinta-feira o seu primeiro dia de apresentação aos investidores desde o início da pandemia de coronavírus e da aquisição da marca de streetwear Stone Island em 2020.
 
Nos três meses decorridos até ao final de março, as vendas totais atingiram 589,9 milhões de euros, mais 60% do que no mesmo período do ano anterior. Os especialistas apontavam para 564 milhões de euros, que foi também o valor apresentado pela empresa.

Como a maioria dos seus concorrentes, a Moncler registou um boom nas vendas na Europa e nos Estados Unidos desde o levantamento da maioria das restrições relacionadas com a Covid-19. Na China, por outro lado, as marcas de luxo enfrentam dificuldades desde o rígido confinamento decretado em março em Xangai, reduto do luxo, e noutras cidades do importante mercado chinês.
 
A marca reconheceu também na quarta-feira que cerca de 30% dos seu parque de lojas na China se encontra atualmente fechada devido às restrições, em comparação com 10% em março. Uma pena, visto que as vendas no país haviam crescido dois dígitos nos três primeiros meses do ano.
 
A Moncler realizou pouco mais de um terço das suas vendas a retalho na China no ano passado, mas a marca está menos exposta do que outras, visto que o período crucial para si é de janeiro ao final de fevereiro, no primeiro trimestre. Os analistas consideram que o segundo trimestre é menos importante para as receitas anuais do grupo, devido à sazonalidade da sua atividade.

As vendas da Moncler, a sua marca principal, cresceram 29% a taxas de câmbio constantes, atingindo 473,4 milhões de euros no final do primeiro trimestre. Os especialistas esperavam uma média de 459 milhões de euros.
 
A Stone Island, cujos resultados se somam às contas do grupo desde abril, obteve vendas de 116,5 milhões de euros. A previsão dos analistas era de 105 milhões de euros.
 
Mas, a guerra na Ucrânia e a inflação descontrolada parecem preocupar os investidores. Tentando tranquilizá-los, Remo Ruffini, presidente e CEO do grupo, declarou: "Continuo otimista para o futuro."
 
Segundo analistas do UBS, o grupo pode ser um dos grandes beneficiários da recuperação do turismo na Europa. Os seis meses de março a agosto geram apenas um terço das suas vendas anuais, o que deverá ajudar a limitar o risco representado pelos confinamentos prolongados na China.

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