Mugler: Pascal Conte-Jodra nomeado diretor geral

A Mugler tem um novo capitão ao leme. A casa francesa, fundada por Thierry Mugler em 1974 e atualmente propriedade do grupo Clarins, foi confiada a Pascal Conte-Jodra. As funções de direção geral da secção de moda estavam até agora nas mãos de Sandrine Groslier, presidente do grupo.


A manequim japonesa Ami Suzuki com um novo look da marca - Mugler

Para assumir as rédeas de uma marca na qual foi iniciada uma estratégia de recuperação, a Clarins escolheu um perfil com uma forte experiência de gestão. Pascal Conte-Jodra trabalhou até 2017 no grupo LVMH como vice-presidente responsável pelo controlo financeiro da Marc Jacobs, em Nova Iorque. Antes de chegar ao grupo de luxo francês, o executivo trabalhou durante quase oito anos, também em Nova Iorque, na Carolina Herrera (grupo Puig), onde ocupou o cargo de vice-presidente responsável pelo desenvolvimento e planeamento estratégico.
 
Nos últimos meses, Conte-Jodra estava a desenvolver uma missão de mentoria na Federação Francesa de Prêt-à-Porter Feminino, no âmbito da qual acompanhou designers emergentes na sua estratégia de desenvolvimento, nomeadamente através do programa "Talents".

O executivo junta-se à Mugler numa altura em que a empresa está em plena fase de transformação. Em 2016, a Clarins decidiu mudar o logótipo e aproveitou para eliminar o nome Thierry (Thierry Mugler não está no comando da empresa desde 2003), para unificar sob o mesmo nome a moda e as fragrâncias. Em 2017, o americano Casey Cadwallader assumiu a direção criativa e apresentou a sua primeira coleção em maio passado. A marca apresenta quatro coleções por ano e conta também com uma coleção de acessórios. Lançada com a fragrância Angel, em 1992, a oferta de perfumes da Mugler é um dos eixos fortes da marca. O desafio, tanto do designer americano como do novo CEO, será melhorar tanto as vendas quanto a rentabilidade da empresa.

O grupo Clarins é também proprietário das marcas Clarins, My Blend e Azzaro. Segundo a empresa Deloitte, o grupo terá registado um volume de negócios superior a 850 milhões de euros (resultados de 2016), o que o coloca no 32º lugar no ranking mundial de empresas de luxo.

Traduzido por Estela Ataíde

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