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Publicado em
3 de mar. de 2014
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4 Minutos
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O futuro do consumo no comércio a retalho

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Exclusivo
Publicado em
3 de mar. de 2014

O comércio a retalho é incrivelmente dinámico: “Veremos mais mudanças nos próximos 10 anos do que vimos nos últimos 100″, disse Doug Stephens, fundador da Retail Prophet e autor de "The Retail Revival: Re-Imagining Business for the New Age of Consumerism".

Stephens publicou recentemente as suas 10 previsões sobre como o comércio a retalho vai mudar nos próximos anos. Confira:

1. As empresas estão a pesquisar tudo sobre o cliente de diferentes formas

“Neurologistas alemães estão a mapear ondas cerebrais em resposta à precificação de produtos e descobrem alguns insights sobre como o cérebro humano percebe preço e valor”, sobre o que Stephens escreveu: “os retalhistas têm agora uma capacidade sem precedentes para usar a tecnologia a fim de entregar inteligência, não sobre o que os consumidores dizem que vão fazer, mas sim sobre o que eles atualmente fazem”.

2. Entregas no mesmo dia (ou em pouco minutos) serão comuns

Um dos mini-drones da Amazon, que planeja usá-los para entregar pequenos pacotes aos consumidores. Foto: Amazon / AFP - Foto: AFP


A Amazon está a testar um sistema de entrega em 30 minutos com um drone. Embora a ideia de robós que realizem entregas seja estranha, Stephens diz que os consumidores em breve verão isso acontecer. Para competir com o retalho 'on-line', as lojas físicas devem começar a usar centros de distribuição e logística.

3. Lojas tradicionais terão a mesma inteligência analítica que as lojas baseadas no universo 'on-line'

“O conhecimento de quem está na loja; para onde o cliente vai movimentar-se e os produtos com que ele vai interagir serão instantaneamente e constantemente calculados”, diz Stephens, “quando caminhamos numa loja física, nosso histórico de pesquisa vai acompanhar-nos e informar a nossa experiência de compra física”. A Apple implementou recentemente a tecnologia blue-tooth que percebe quem está na loja.

4. Empresas de média começarão a vender produtos

O atual papel da média como anunciante está a tranformar-se, e as empresas começam a vender produtos por si próprias. Por exemplo, grande parte da Revista Harper's Bazaar pode ser comprada. ”Emissões de TV vão gerar receita com a venda de produtos, não mais apenas com a propaganda destes”.

5.  A “nova Revolução Industrial” vai começar


Em resposta às greves por melhores salários, empresas como McDonald’s e Walmart vão começar a automatizar o máximo de tarefas possíveis.

Isto já está a acontecer, com a instalação de 10.000 sistemas de checkout no Walmart. O McDonald’s Europeu já instalou 7.000 touch screens neste ano.

6. As linhas entre o comércio 'on-line' e 'off-line' vão desaparecer

No ano passado, o eBay lançou o “digital storefronts” em Nova Iorque e São Francisco, que permitia que os consumidores fizessem pedidos para serem entregues no mesmo dia. Stephens diz que esta é uma forma fácil que os retalhistas encontraram para impressionar os consumidores.

“Estas instalações não somente acrescentarão um elemento de surpresa e variedade para os consumidores, mas também permitirão que as marcas estabeleçam-se em locais oportunos e, muitas vezes, menos convencionais”, diz Stephens, “estas instalações não precisam de inventário, nem de suporte técnico periódico, o que não requer seres humanos”.

7. A privacidade vai tornar-se um negócio

Os consumidores estão cada vez mais preocupados com a sua privacidade, enquanto fazem compras 'on-line', e começarão a pagar por serviços que os mantenham no anonimato. Dessa maneira, os retalhistas terão de empenhar-se em confortar os clientes, certificando-lhes de que a compra é segura.

8. As pessoas não se preocuparão muito com a propriedade

Conforme a classe média se difunde e a cultura passa a ser a de viver com menos, os consumidores vão passar a analisar as compras mais de perto. “Carros, casas, utensílios, eletrodomésticos e hotéis serão cada vez mais comuns”. A Rent The Runway, que permite que as mulheres aluguem vestidos para ocasiões especiais, é um bom exemplo dessa tendência.

9. Comentários na Redes Sociais terão impacto nas compras


A Nordstrom lançou recentemente um programa que exibe os produtos mais populares do Pinterest. Isto vai tornar-se ainda mais popular neste ano, conforme os consumidores procurarem comentários e opiniões de outras pessoas.

10. Os preços poderão variar diversas vezes em uma hora

Os retalhistas começarão a testar a “precificação dinámica” nas lojas, possibilitando as mesmas vantagens competitivas de sítios como Amazon e Priceline. “Espere para ver a incorporação de outros dados como clima, preços e até mesmo de itens já constantes no carrinho de compra dos clientes”.

Fonte: Blog Universo Retail

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