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O que é preciso saber sobre o futuro do retalho

Por
Portugal Textil
Publicado em
today 19 de nov de 2018
Tempo de leitura
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As compras e o comportamento dos consumidores estão a mudar. Pensar em qual foi o último produto que se adquiriu online não obriga a recuar muito atrás no tempo. As compras acontecem cada vez mais no canal digital e para o setor do retalho as implicações são gigantes.


Dizer que as relações entre consumidores e retalhistas mudaram seria um eufemismo. Novas tecnologias e inovações, como a transição para o digital, transformaram a natureza das compras. De marcas sustentáveis ao uso da inteligência artificial, muito vai mudar no futuro do retalho. Mas há seis pontos essenciais que a Wired já tomou nota e decidiu partilhar com o mundo, com o bónus das cinco startups do retalho a ter no radar.

O futuro é sustentável

Vivemos na época da economia circular e da reciclagem. De acordo com Kresse Wesling, da marca de luxo Elvis & Kresse, a sustentabilidade será uma das tendências no retalho. Wesling criou a sua empresa com o objetivo de dar uma nova vida às mangueiras de incêndio que, anualmente, eram descartadas em Londres. Um problema que pesava 10 milhões de toneladas e que Wesling transforma hoje em malas e acessórios de luxo.

«Para enterrar uma tonelada de couro gasta-se 410 libras. Com a transformação através do nosso sistema, o mesmo produto vai custar 100 mil libras», revela. A Elvis & Kresse é uma Certified B Corporation, ou seja, é uma organização que cumpre uma série de padrões ambientais. Wesling acredita firmemente que as empresas do futuro devem ter como base a sustentabilidade ambiental.

A inovação é a chave

Os retalhistas ainda são relevantes, mas podem deixar de o ser se não responderem às expetativas dos novos consumidores ao não conseguirem lançar novos produtos com frequência suficiente.

«No clima atual, a rapidez é essencial», assegura Kerry Liu, CEO da Rubikloud. «Projetos novos costumavam ser desenvolvidos durante um ou dois anos e, agora, o mesmo processo deve demorar, no máximo, entre três a seis meses». A solução? A Inteligência Artificial, uma ferramenta que pode fornecer ao retalhista conhecimento aprofundado sobre inventários, estimativas financeiras ou competências tecnológicas.

Não pensar em dinheiro

As pessoas gostam de comprar, mas normalmente odeiam pensar no dinheiro que gastam. O processo de compra pode ser confuso e demorar muito tempo.

Florence Diss, diretora das parcerias EMEA (Europa, Médio Oriente e África) na Google, acredita que a solução passa por uma experiência unificada para os retalhistas. Isto significa oferecer aos utilizadores a oportunidade de usarem sempre os mesmos detalhes de pagamento, com uma espécie de carteira digital. «Olhemos para a Uber, onde os utilizadores pagam quase sem perceberem. A Uber fez do pagamento um ato invisível. O ato deve ser idêntico quando pagamos numa loja física ou online», explica.

Quem manda é o consumidor

«Tudo deve ser feito com foco no consumidor, para remover qualquer conflito, nem que isso signifique fazer parte da Google Play ou trabalhar com startups para que desenvolvam aplicações para nós», revela o diretor executivo de tecnologias de informação da Asos, Cliff Cohen.

Esta é uma boa notícia para os clientes: são eles que definem as regras da inovação. É por isso que a Asos está a desenvolver, por exemplo, a integração de um chatbot de recomendações na sua plataforma online.  A tecnologia vai além das capacidades técnicas dos retalhistas e, por consequência, a empresa uniu-se com a startup Action.ai, com o objetivo de melhorar a experiência do consumidor.

Comprar sem confusão

Se os retalhistas de amanhã não prestarem atenção às necessidades dos seus consumidores, e, mais importante, se falharem em manter-se a par das expetativas crescentes por uma experiência de compra completamente integrada, esse será o fim do seu negócio.

Os consumidores não gostam de conflitos – na verdade, estima-se que dois terços das desistências dos consumidores na compra de smartphones, por exemplo, sejam causadas por uma má experiência de compra.

Em 2017, os compradores do Reino Unido tinham três vezes mais probabilidades de ter uma má experiência de compra do que em 2016, segundo o diretor geral do Facebook, Martin Harbech. «Isso não significa que o retalho piorou, mas sim que as expetativas de quem compra estão a subir incrivelmente rápido».

Para sobreviver, as empresas terão que manter-se a par das expetativas dos consumidores e a forma de o fazerem é remover completamente algum tipo de confusão na experiência de compra – e tornarem-se «obcecadas» nisso é o conselho de Harbech.

Não é o fim das lojas físicas

O futuro não será apenas feito de pagamentos online e chatbots. Emilie Colker, diretora executiva da Ideo, está confiante no futuro das lojas físicas. A responsável acredita que as lojas físicas vão deixar de ser lugares onde há apenas transações para serem lugares onde os retalhistas constroem relações com os clientes.

«O retalho do futuro está a deixar de ser transacional para ser relacional», garante Emilie Colker. «As marcas vão usar o espaço offline para criar mais oportunidades para as pessoas se ligarem aos seus produtos», acredita.

Um exemplo prático de uma marca online que explorou o potencial do mundo real foi a Casper, que criou a The Dreamery em Nova Iorque. A empresa de colchões abriu um espaço onde os consumidores podem dormir durante 45 minutos e experimentar os colchões antes de os comprarem.

Isto permite aos consumidores, aponta Colker, dar um contexto ao produto. É verdade que as ferramentas digitais podem ajudar os retalhistas a saber mais sobre as necessidades dos consumidores, mas devem focar-se na criação de relações com pessoas e o mundo real é onde isso acontece.

As startups de retalho que merecem atenção

A Olio, vencedora da competição Wired Smarter Startup Showcase e grande apologista da sustentabilidade, parece confirmar as projeções de Kresse Wesling. «50% do desperdício no Reino Unido acontece nos lares», avança a cofundadora da startup, Saasha Celestial-One. «Somos coletivamente responsáveis pelo problema», assume.

Para o resolver, criou uma aplicação através da qual os utilizadores podem recolher restos de comida nas casas vizinhas. Regista-se a comida para a qual não se tem uso e alguém das redondezas pode ficar com ela. A Olio também está a trabalhar com os retalhistas para reduzir os restos de comida.

Já a Swipii quer preencher as lacunas entre o negócio off e online. «O offline está a desenvolver-se com décadas de atraso em relação ao digital. Normalmente, as pequenas e médias empresas precisam de soluções fáceis para aceder a dados», refere o cofundador da startup, Louis Schena. A Swipii permite ligar um cartão a um negócio local, ganhar pontos com o dinheiro que se gasta e obter recompensas nessas lojas.

Por sua vez, a Divido, cofundada por Christer Holloman, é uma plataforma de pagamento pós-compra para clientes. A aplicação trabalha com retalhistas para permitir aos consumidores estenderem o pagamento das compras por diversos meses.

Criada para desmistificar a tecnologia para as mulheres, a Soda Saus utiliza cadeias de aprovisionamento baseadas em dados, depois de verificar que os produtos eletrónicos não têm alcançado o publico feminino. «Diminuir o tamanho de alguma coisa ou pintá-la de cor de rosa não é o caminho», alerta a fundadora Grace Gould. A empresa espera combater o estereótipo que as mulheres não são pioneiras na utilização da tecnologia.

Por último, a WeVat faz parte da categoria de «pagamento integrado», que simplifica o reembolso de impostos. A tecnologia permite aos turistas fazerem o upload de fotografias dos seus recibos, através das quais se dá o preenchimento automático dos formulários de reembolsos do IVA. «É um passo à frente dos intermináveis formulários que atualmente têm que ser preenchidos no aeroporto e que estão longe de fazer da experiência de compras de luxo em Paris um sonho», esclarece o cofundador Dmitry Ivanov.

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