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O renascimento esférico da Patou

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
today 26 de set de 2019
Tempo de leitura
access_time 3 Minutos
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A Patou fez o seu regresso à temporada de Paris após uma pausa de três décadas com o renascimento do estilo feminino relaxado, prêt-à-porter com um toque surpreendente de alta costura.


Patou - Fotografia: FashionNetwork.com - Dominique Muret


Revelada na sua nova sede em Île de la Cité, com vista para a Notre Dame, a coleção foi apresentada numa apresentação na qual o diretor criativo, Guillaume Henry, percorreu o espaço, guiando os editores.
 
“A Patou, para mim, é algo alegre, parisiense e fácil de usar. Eu não queria um grande tema, mas sim um guarda-roupa para as mulheres que conheço e com quem trabalho”, explicou Henry, que se juntou à Patou após longas temporadas na Nina Ricci e na Carven.

O que funcionou melhor foram os casacos de ganga cobertos com remendos de metal prateado, inspirados pelo passado da Patou, como frascos de perfume, usados com saias de algodão em balão ou belos vestidos de renda em forma de globo. Muitas peças foram finalizadas com grandes botões dourados decorativos.

Tudo tinha uma tonalidade bastante burguesa, desde os fatos de calça cor de rosa, com uma blusa de crepe da China, até aos blazers de clube náutico com galões. No entanto, tudo se converteu numa versão inteligente da elegância urbana ao estilo francês - e muito focada no aspeto comercial. 


Patou - Fotografia: FashionNetwork.com - Dominique Muret


Surpreendentemente, havia duas coleções em exibição: a pré-coleção do outono era visível em quatro modelos, na entrada, com bonitos vestidos de algodão com um estampado mostarda de guerreiro etrusco, calças de ganga largas e escuras com enormes bainhas dobradas e saias com plumas que brotavam das bainhas. Uma parisiense moderna e ativa, com formas que evocam a alta costura: tudo complementado por uma excelente série de botas de boxe, cortesia de uma colaboração com a Le Coq Sportif.
 
“Perguntei-me: quais são as nossas sapatilhas de desporto? E a resposta foi: eu queria uma luva para os pés”, disse Henry rindo.

Foi um relançamento muito cuidadoso. A Patou pode ser propriedade da LVMH, mas é gerida como uma nova empresa, ainda que com uma adorável sede num edifício neogótico. Mas, com apenas 150 metros quadrados de espaço para 30 funcionários.


Patou - Fotografia: FashionNetwork.com - Dominique Muret


Os primeiros passos foram positivos: cerca de 60 boutiques e grandes armazéns encomendaram a coleção inaugural de Henry, que deverá estar disponível em novembro nas prateleiras das Galerias Lafayette, em Paris.
 
“Jean Patou vestiu Suzanne Lenglen e Josephine Baker. E também teve uma história com Louise Brooks. É uma questão de facilidade e alta costura com uma pitada de inspiração. Conheço muito bem a história de Jean Patou. Mas, não queria seguir a história, mas sim expressar o homem, que era um amante da literatura”, explicou Henry.

Estava de pé diante de uma t-shirt onde se lia “Serendipity”, juntamente com o significado '(n.) to find something good without looking for it' (encontrar algo de bom sem o procurar), que faz parte de uma série de t-shirts que serão reveladas em diferentes lançamentos. 

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