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Portugal Textil
Publicado em
22 de nov de 2017
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5 Minutos
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Onde para o made in USA?

Por
Portugal Textil
Publicado em
22 de nov de 2017

A partir do estado norte-americano da Carolina do Norte, outrora importante centro de têxteis e vestuário, têm sido enviados sinais contraditórios aos analistas – relatando o nascimento e a morte de investimentos na indústria.

Quando o International Textile Group (ITG) anunciou, no mês passado, que a especialista em denim White Oak, sediada em Greensboro, Carolina do Norte, fecharia portas no final de dezembro, depois de 112 anos no ativo, marcas, retalhistas e admiradores de denim à escala global lamentaram em uníssono, notícia o The Business of Fashion.

O ITG justificou-se então com a quebra nas encomendas, devido aos clientes comprarem, cada vez mais, no exterior em busca de produtos mais baratos.

Com o cessar de funções dos 2.700 teares, aproximadamente 200 funcionários perderão os seus postos de trabalho, sendo que o futuro dos restantes 40 teares vintage é ainda desconhecido.

Todavia, ainda que este seja mais um prego no caixão da indústria têxtil e vestuário de Greensboro, há sinais de vida na Carolina do Norte.

O estado norte-americano, com 42 mil pessoas a ocupar postos de trabalho em 700 empresas têxteis e de vestuário, tem a maior ITV dos EUA, de acordo com a Organização de Parceria de Desenvolvimento Económico (EDPNC) do estado norte-americano. A EDPNC, de resto, tem vindo a recrutar empresas têxteis (entre outras indústrias) norte-americanas e estrangeiras para investir no estado, promovendo a sua cadeia de aprovisionamento.

A automatização

Ainda que a automação tenha invadido as unidades de produção e tomado conta das operações de corte e costura, a verdade é que, por outro lado, a tecnologia pode alavancar o emprego, segundo Dan St. Louis, CEO do Manufacturing Solutions Center, sediado em Conover, Carolina do Norte, com foco em I&D, tecnologia e serviços de incubadora para a indústria têxtil e vestuário (ITV).

«Se uma máquina automatizada consegue aumentar a produção como parte do esforço para angariar mais clientes, a automação é capaz de, realmente, criar empregos», considera Dan St. Louis, acrescentando que, do lado do vestuário, uma empresa teria de adicionar mais costureiras para acompanhar o aumento de produção. No entanto, muitos executivos queixam-se de que não conseguem recrutar técnicos ou costureiras qualificadas devido ao fantasma da “sweatshop” que persegue a indústria têxtil.

Deslocalização versus aprovisionamento de proximidade

Gigantes têxteis como a Hanes, VF Corp. e a Gildan têm sede na Carolina do Norte, mas deslocalizaram grande parte da sua produção para destinos de aprovisionamento mais baratos.

O estado perdeu milhares de empregos no sector desde meados da década de 1990, tendência que os empresários afirmam ter começado com o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), um acordo de 1994 entre os EUA, Canadá e México, projetado para eliminar impostos, taxas e outros encargos relacionados com a importação e a exportação de mercadorias entre os três países.

O NAFTA, além de muitos outros acordos de livre comércio, também alimentou a deslocalização da produção. Como resultado, os fabricantes locais foram forçados a competir com importações mais baratas; muitos não foram capazes e decidiram fechar portas.

No entanto, segundo o Cluster Mapping, um projeto entre a Harvard Business School e a Administração de Desenvolvimento Económico dos EUA, os empregos têxteis na Carolina do Norte cresceram quase 3% entre 2014 e 2015. Os postos de trabalho no vestuário, contudo, caíram sensivelmente 5% no mesmo período.

A especialista em vestuário de homem Brooks Brothers confeciona 6.000 camisas semanalmente na sua fábrica em Garland, Carolina do Norte, que atualmente emprega 188 pessoas – numa cidade de cerca de 620 habitantes –, estando prestes a adicionar uma terceira linha de produção, que deverá elevar o número de funcionários a mais de 200.

A empresa está ainda a tentar desenvolver uma malha de performance para polos desportivos e tenciona produzi-la no estado, revela John Martynec, vice-presidente de produção. Isso faz parte do impulso da empresa para aumentar a sua pegada “made in USA”.

Já a American Giant, fabricante de roupas desportivas 100% americanas, comprou recentemente três confeções na Carolina do Norte para acompanhar a procura crescente pelo seu produto-chave lançado em 2012 – um hoodie de algodão de 89 dólares (aproximadamente 76 euros).

Depois, há ainda os investimentos de milhões de dólares de entidades estrangeiras na Carolina do Norte.

David Hinks, da Faculdade de Têxteis da Universidade Estadual da Carolina do Norte, destaca a aquisição (avaliada em 20 mil milhões de dólares) efetuada pela MAS Holdings, Sri Lanka, à Acme-McCrary, de Asheboro, uma especialista em collants de 108 anos. A Everest Textiles, de Taiwan, construiu uma fábrica de 18,5 milhões de dólares em Forest City.

O estado tem também oferecido incentivos a investidores externos sob a forma de bolsas, formação de trabalhadores ou benefícios fiscais.

«Assistimos, desde há uns anos, a um interesse crescente nos investimentos em têxteis e vestuário nos EUA, especialmente na Carolina do Norte», afirma David Hinks.

Há vários motivos para isso.

Um deles é o facto de os consumidores exigirem uma resposta cada vez mais rápida às marcas. Ao mesmo tempo, os fabricantes estão a explorar um novo paradigma que incluiu a redução de inventário e a apresentação de novidades com maior frequência, aponta Edward Hertzman, fundador e presidente do Sourcing Journal.

Para conseguir isso, o aprovisionamento deve ser de proximidade. A produção offshore não é capaz de responder em conformidade e a cadeia de aprovisionamento histórica da Carolina do Norte, entre outras regiões de produção têxtil, pode fazê-lo.

Além disso, o interesse pelos produtos produzidos nos EUA é elevado, com 70% dos americanos a afirmarem que os artigos “made in USA” são importantes, de acordo com a pesquisa da Ipsos/Reuters “Buy America”, realizada na primavera passada. Os consumidores estrangeiros também são atraídos pelos bens fabricados nos EUA. Segundo o “Made in Country Index” da Statista, uma empresa de pesquisa e estatísticas de Hamburgo, na Alemanha, em 2017, o “made in USA” ocupou a 8.ª posição em termos de reputação mundial.

Além disso, as novas gerações de consumidores, como os millennials, estão cada vez mais interessadas na transparência da cadeia de aprovisionamento dos produtos que adquirem, de acordo com o “Sustainability Imperative Report” de 2015 da Nielsen.

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