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Novello Dariella
Publicado em
7 de mai. de 2020
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Pandora regista perdas no primeiro trimestre com um mês de março difícil

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
7 de mai. de 2020

A joalheria dinamarquesa, Pandora, que aposta no luxo, anunciou ter registado um retorno ao crescimento antes do impacto da pandemia e uma queda nas vendas durante o mês de março. Contudo, a empresa assegurou estar "em forte posição financeira para resistir a uma prolongada crise de COVID-19".


Pulseira de prata da Pandora, à qual se vão acrescentando várias contas, a tipologia de jóia que tornou a marca famosa - Pandora


O trimestre foi decepcionante para a empresa, que parecia estar a recuperar, após um período de queda nas vendas, pouco antes do início da crise do novo coronavírus. Apesar disso, a Pandora continua optimista e anunciou ter visto "um crescimento orgânico positivo no início de 2020". Embora março tenha sido um mês difícil, registou um crescimento de três dígitos no comércio eletrónico em abril.

No entanto, a sua receita diminui 13% no primeiro trimestre, atingindo 4.172 milhões de coroas dinamarquesas (549 milhões de euros), ante 4,8 biliões de coroas dinamarquesas no mesmo período do ano anterior. A empresa afirmou que o "impulso da marca" alimentou o seu crescimento orgânico positivo, nos meses de janeiro e fevereiro, mas em março houve uma mudança de rumo, que fez com que a margem EBIT caísse drasticamente para 15,3%, em comparação com 22,5% um ano antes.

A companhia estava a trabalhar há algum tempo num programa de transformação, para recuperar o crescimento, após um período de queda nas vendas. Mas, os resultados positivos durante os primeiros dois meses não impediram uma queda de 17% nas vendas sell-out (ou 11% em termos comparáveis), enquanto as vendas orgânicas caíram 14%.

Embora o lucro antes dos juros e impostos (EBIT), excluindo os custos de reestruturação, tenha sido de 638 milhões de coroas dinamarquesas (excedendo a previsão de 622 milhões de analistas), não foi possível evitar uma perda líquida de 24 milhões de coroas dinamarquesas, ante um lucro de 797 milhões de coroas dinamarquesas, durante o mesmo período do ano passado.

As vendas, durante os dois primeiros meses do ano, mantiveram uma taxa de crescimento de 1%, impulsionadas pelos principais mercados, incluindo Alemanha, EUA, França, Itália e Reino Unido. Estes dados indicam que houve uma "mudança efetiva de rumo antes da escalada do COVID-19".

No entanto, o fecho de 90% das lojas prejudicou os resultados da Pandora. O COVID-19 inicialmente afetou a marca na China e espalhou-se para o resto do mundo, durante o mês de março, gerando uma queda de 70% nas vendas, na última semana do mês. Mas, desde então, este número melhorou, passando para 55% no final de abril, ”graças aos bons resultados do comércio eletrónico e à reabertura gradual das lojas físicas, principalmente na Alemanha".

"Estamos focados na gestão da crise atual. Detetamos poucos casos de COVID-19 entre os nossos 28.000 funcionários. Agora, o grupo está a preparar-se para a recuperação após a pandemia, e os nossos bons resultados em janeiro e fevereiro levam-nos a confiar no impulso da marca. Implementamos iniciativas de custo e caixa para garantir que teremos a força financeira necessária para uma forte recuperação dos negócios, quando a demanda começar a normalizar", afirmou o presidente e CEO, Alexander Lacik.

A Pandora colocou o negócio à prova, adoptando a perspectiva do pior cenário, no qual todas as lojas físicas seriam temporariamente fechadas em 2020 e haveria financiamento suficiente para enfrentar o período. A empresa também possui linhas de crédito adicionais, no valor de 3 biliões de coroas dinamarquesas, através dos principais financiadores e planeia vender 8 milhões de títulos.
 

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