Prada regista leve aumento nas vendas no primeiro semestre

A faturação do grupo italiano de moda Prada cresceu 2% no primeiro semestre do ano, em linha com as expectativas do mercado, uma vez que a melhoria das vendas a preço integral e o crescimento sólido do seu canal atacadista compensaram o impacto da redução das vendas.
 

Prada - @prada

A empresa com sede em Milão informou que deixaria de oferecer promoções de final de temporada nas suas lojas este ano e que seria mais seletiva com os atacadistas para impulsionar as vendas a preço integral e assim aumentar as margens e proteger as suas marcas.
 
Em 2018, as vendas da Prada aumentaram pela primeira vez em quatro anos graças a uma nova estratégia para rejuvenescer a marca, focada na renovação de lojas, novos produtos e vendas digitais. No primeiro semestre de 2019, a receita totalizou 1,57 mil milhões de euros, um valor que permaneceu estável excluindo o impacto das flutuações cambiais.
 
A rede de retalho contraiu 3%, afetada pela queda progressiva nas vendas, enquanto o canal de atacado aumentou 14% impulsionado pelas vendas online, sem que a racionalização ainda tivesse impacto sobre essa parte do negócio. No entanto, a Prada alertou que isso afetará os seus resultados a curto prazo.
 
O resultado operacional ou lucro antes de juros e impostos (EBIT) foi reduzido em 13% para 150 milhões de euros, o equivalente a 9,6% das vendas. A margem de lucro operacional do grupo tem vindo a cair anualmente desde 2012, quando atingiu 27%.
 
Os analistas esperavam uma receita de 1,57 mil milhões de euros e lucro operacional de 152 milhões de euros, segundo dados da Refinitiv. As ações da Prada fecharam 0,8% em Hong Kong antes dos resultados serem publicados.

Traduzido por Novello Dariella

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