Prémio LVMH anuncia os seus oito finalistas

Quatro marcas unissexo, duas femininas, duas masculinas, seis nacionalidades, com a seleção, pela primeira vez nesta fase da competição, de um criador israelita e dois africanos (um nigeriano e um sul-africano). A final do Prémio LVMH anuncia-se muito diversificada, com um grupo de oito marcas com sede em Londres (duas), Nova Iorque, Paris, Tóquio, Tel Aviv, Joanesburgo e Lagos escolhidas após as duas primeiras fases de seleção, cuja última, a 1 e 2 de março, permitiu apresentar os 20 semifinalistas.


Os finalistas do Prémio - LVMH Prize

"A diversidade e a riqueza das propostas desta sexta edição do Prémio LVMH atestam a qualidade desta seleção, o que tornou difícil a escolha dos nossos 63 especialistas durante a semifinal", afirma em comunicado Delphine Arnault sobre este concurso. "Uma edição que confirma especialmente o surgimento de candidatos com preocupações ecológicas e sustentáveis e destaca a importância da moda unissexo em quatro deles, cujo vestuário pode ser adotado tanto por homens como por mulheres", enfatiza.
 
O criador japonês Kunihiko Moriniga, que fundou a sua marca feminina Anrealage em 2003, é certamente o mais conhecido destes finalistas. Em 2015, também foi finalista do prémio ANDAM. Reconhecido pelo seu espírito inovador que dá lugar de destaque à tecnologia, desfila em Paris desde setembro de 2014.

Três outros finalistas apresentam a sua coleção em Paris, nomeadamente o designer israelita Hed Mayner, que desfila na capital francesa desde junho de 2017. Após estudar na Escola de Belas Artes de Bezalel, em Jerusalém, prosseguiu a sua formação no Instituto Francês da Moda antes de lançar a sua marca unissexo em 2015, na qual mistura influências e culturas em volumes soltos.
 
O californiano nascido em San Francisco Spencer Phipps, que estudou na escola de moda nova-iorquina Parsons, lançou a sua marca unissexo Phipps em Paris em janeiro de 2018, com uma base sustentável. O ex-estilista de moda masculina da Dries Van Noten, que também trabalhou para a Marc Jacobs, tem como objetivo criar roupas bonitas respeitando o meio ambiente.

O nigeriano Kenneth Izedonmwen apresenta as suas coleções entre Paris e Lagos. A sua linha unissexo Kenneth Ize revisita peças de alfaiataria através de um cromatismo vibrante que combina design contemporâneo e artesanato nigeriano.
 
A segunda marca americana entre as oito selecionadas, a Bode é uma linha de moda masculina lançada em 2016 pela criadora nova-iorquina Emily Adams Bode, que utiliza tecidos antigos para criar roupas de patchwork únicas, libertando sutilmente o sabor nostálgico do passado.

Os talentos britânicos também estão presentes nesta seleção. Começando com Bethany Williams, criadora londrina conhecida pelo seu compromisso social e sustentável. Formada pelo London College of Fashion em 2016, lançou de seguida a sua linha unissexo, que defende uma moda 100% ética. De sem-abrigo a ex-toxicodependentes, colabora com todos os tipos de comunidades, que apoia através do seu trabalho.
 
Stefan Cooke é a outra marca inglesa. Lançada em 2017 pelo designer homónimo e pelo seu parceiro Jake Burt após se formarem na Central Saint Martins, foi vencedora da edição 2018 do concurso H&M Design Award. A dupla reinterpreta o guarda-roupa masculino com criatividade e técnicas têxteis inovadoras.

Por fim, o sul-africano Tebe Magugu lançou em 2017, em Joanesburgo, a marca de prêt-à-porter feminino batizada com o seu nome, que valoriza o artesanato local e os tecidos africanos. O jovem designer ganhou este ano o International Fashion Showcase (IFS), organizado pelo British Council, o British Fashion Council, o London College of Fashion, a UAL e a Somerset House, que apresenta uma seleção de jovens designers internacionais.
 
Estes jovens talentos vão enfrentar o júri pela última vez em junho, na Fundação Louis Vuitton, em Paris, que designará no mesmo dia o sucessor da marca japonesa Doublet, dirigida por Masayuki, galardoada com o Prémio do ano passado juntamente com o coreano Rok Hwang com a sua marca feminina Rokh, que obteve um prémio especial. De realçar, este ano, a chegada de Kris van Assche como membro do júri.
 
O vencedor ganhará 300 mil euros e receberá um acompanhamento personalizado no grupo de luxo durante um ano. Três jovens formados em escolas de moda receberão 10 mil euros e poderão ingressar no estúdio de uma das marcas da LVMH. Um prémio sempre aberto a inscrições até 15 de maio.

Traduzido por Estela Ataíde

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