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29 de ago. de 2014
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Presidente moçambicano inaugura nova fábrica têxtil em Maputo

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Agência LUSA
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29 de ago. de 2014

Maputo (Lusa) – O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, inaugurou nesta sexta-feira (29) a fábrica Mozambique Cotton Manufacturers (MCM), nos arredores de Maputo, considerando que a nova unidade vai relançar o setor têxtil no país.

A MCM, no distrito de Marracuene, nasceu no local onde antes funcionou a têxtil Riopele, encerrada há vários anos, tendo Guebuza aproveitado a ocasião para apontar a formação profissional na área do têxtil como um desafio prioritário para o país, atendendo às perspetivas de investimento no setor, que se deverão materializar na criação de parques industriais.


Maioritariamente de capitais portugueses, das empresas Mundotêxtil, Mundifios e Crispim Abreu (85% repartidos em partes iguais), a MCM tem ainda na sua estrutura acionista a moçambicana Intelec Holdings (15%), liderada pelo empresário Salimo Abdula.

"Acabámos de testemunhar o renascer de uma indústria", enfatizou Guebuza, informando que o "investimento realizado vai resultar na criação de mais de 750 empregos diretos, até 2016, e contribuir para dinamizar a vida social e económica de Marracuene, da província de Maputo" e de Moçambique.

O nascimento da nova unidade foi marcado por cerimónias tradicionais para a "evocação dos antepassados", que sinalizaram o compromisso dos líderes locais para com "o sucesso da unidade" fabril de capitais luso-moçambicanos.

Seguido por uma numerosa comitiva de altos quadros governamentais e empresariais, o Presidente moçambicano percorreu a área de fiação de algodão da unidade, que representa a segunda fase do desenvolvimento de um "grande plano de investimento", e cuja conclusão compreende um parque industrial com cerca de 45 hectares, onde deverão instalar-se cerca de 150 pequenas e médias empresas.

O projeto, sublinhou Guebuza, "enquadra-se na Agenda Nacional de Luta contra a Pobreza e incentiva a valorização e o aumento da produção, consumo e exportação de produtos nacionais transformados", além de "promover a criação de indústrias de agroprocessamento para o aproveitamento dos recursos locais em áreas com potencial agrário".

No entanto, notou, permanecem desafios associados à "disponibilidade e acesso a pacotes e programas de formação especializada" e à "implantação de parques industriais", além da "atração de mais micro, pequenas e médias empresas de confeções".

A melhoria nos sistemas de fornecimento de água e de energia elétrica e a criação de uma associação de industriais do setor foram também prioridades elencadas por Armando Guebuza, que reforçou a mensagem de que o país deve aproveitar a sua proximidade dos mercados da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e a Lei para o Crescimento e Oportunidade de África (AGOA), dos Estados Unidos, para fazer valer o seu potencial agrícola e industrial.

Voltada para a produção e processamento de algodão, cuja atual campanha o Presidente moçambicano espera que atinja 110 mil toneladas, a MCM investiu, até ao momento, cerca de 11,3 milhões de euros, esperando-se que o investimento suba para 30,3 milhões no espaço de seis meses, quando for lançada a terceira fase do projeto, a de tecelagem.

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