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Estela Ataíde
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13 de set. de 2021
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Primark ainda em dificuldades no quarto trimestre, mas começa a recuperar

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Estela Ataíde
Publicado em
13 de set. de 2021

Os últimos resultados divulgados pela Associated British Foods, proprietária da Primark, mostram que a marca britânica está no caminho certo, com lucros mais elevados do que há um ano e vendas comparáveis superiores às do terceiro trimestre de 2019. No quarto trimestre, porém, alguns números voltaram a cair devido a novas restrições.


Photo: Sandra Halliday


As vendas totais no segundo trimestre do exercício decorrente até 18 de setembro deverão ser de 3,4 mil milhões de libras (3,99 mil milhões de euros) e as vendas comparáveis no terceiro trimestre aumentaram 3% em relação a 2019.
 
A empresa está a ter um desempenho "muito bom no Reino Unido e nos países europeus onde as lojas reabriram".

As vendas da Primark sofreram ainda mais do que as da maioria dos seus concorrentes durante o auge da pandemia, uma vez que a marca não vende online. Mas, assim que as lojas reabriram, a marca britânica consolidou-se uma vez mais como uma das preferidas dos compradores físicos.
 
O que pensar, então, do revés sofrido no quarto trimestre? As vendas sofreram com a queda da afluência devido a mudanças nas medidas sanitárias na maioria dos seus mercados mais importantes devido à variante Delta. Além disso, os resultados são desiguais de um país para outro, com desempenhos "particularmente dececionantes" no Reino Unido e em Espanha.
 
No entanto, os números melhoraram no final do trimestre, e as vendas comparáveis deverão cair "apenas" 17% em relação ao mesmo período de há dois anos.

Olhando mais de perto para alguns destes países, no Reino Unido, o sistema de rastreamento de contactos forçou muitas pessoas que estiveram em contacto com infetados a isolarem-se. As vendas da Primark foram particularmente afetadas no final de junho e início de julho. Mas, em agosto, os números já foram melhores, com queda de 8% nas últimas quatro semanas do trimestre, contra 24% nas quatro primeiras.
 
Na Europa continental, o desempenho em Espanha e Portugal foi fortemente limitado pela queda do turismo. Além disso, vigoraram restrições apertadas de afluência às lojas em Portugal durante grande parte do trimestre. As vendas comparáveis caíram mais de 30% em comparação com 2019 nestes dois dois mercados.
 
Em França, a aplicação, no início de agosto, do passe sanitário, obrigatório para aceder a algumas lojas, também levou a uma descida na afluência.
 
Nos Estados Unidos, por outro lado, os números aumentaram 3% em relação a 2019 se excluirmos do cálculo a loja de Boston Downtown Crossing, cuja superfície foi fortemente reduzida. 

Ao longo do trimestre, a empresa registou uma procura pelas peças mais confortáveis, com "bom desempenho na roupa de lazer, como leggings ou calções de ciclista, e uma demanda contínua por peças sem costura a combinar para mulher". O lançamento de novos produtos sob licença, como a linha feminina em parceria com a Disney, foi “bem recebido”. As vendas dos artigos outono-inverno 2021 "tiveram um bom começo" e as peças do regresso às aulas também foram muito bem recebidas.
 
Segundo a Primark, a sua margem operacional no segundo semestre, antes do apoio do governo no âmbito do plano de manutenção de empregos, beneficiou de uma "redução significativa" nos custos de recursos humanos e despesas operacionais nas lojas. Esta deverá ultrapassar os 10%. A previsão de lucro operacional ajustado para o ano inteiro está agora superior ao do ano passado.

Para o próximo ano fiscal, a margem operacional "continuará a beneficiar da redução das despesas salariais e dos custos operacionais".
 
Os resultados para o próximo ano também deverão ser impulsionados pela inauguração de novas lojas, entre as quais uma em Filadélfia, nos Estados Unidos, a 16 de setembro, que se somará a 15 inauguradas na Europa este ano. As restrições associadas à Covid-19 têm “dificultado o desenvolvimento da rede comercial” da marca, que “atualmente se depara com dificuldades para visitar e avaliar potenciais locais e negociar com os proprietários”. Mas, para o exercício de 2022, a marca ainda planeia adicionar mais de 46 mil metros quadrados à sua superfície de venda em Itália, Espanha, Estados Unidos, República Checa e Irlanda.

Além disso, a Primark está a trabalhar para melhorar a sua imagem online, embora uma loja virtual ainda não esteja na agenda. A marca britânica sabe que "o digital desempenha um papel essencial no [seu] marketing mix" e acaba de lançar um site “novo e melhorado” para os seus clientes.

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