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Estela Ataíde
Publicado em
4 de nov. de 2020
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Primark regista resultados anuais sólidos apesar da pandemia

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
4 de nov. de 2020

Apenas um dia depois da Primark anunciar que uma nova onda de confinamentos provocaria perdas de receita de 375 milhões de libras (cerca de 415,8 milhões de euros), a Associated British Foods, sua proprietária, divulgou os seus resultados para todo o ano, que demonstram o forte impacto que teve o confinamento da primavera e do verão. No entanto, também demonstram a solidez geral do negócio.


Photo: Sandra Halliday


Nos 12 meses até 12 de setembro, a empresa diz ter sentido um "sólido desempenho no comércio a retalho", mas isso não impediu que a receita total do grupo ABF caísse 12% para 13,9 mil milhões de libras (15,44 mil milhões de euros). O lucro operacional ajustado caiu 28% para 1,02 mil milhões de libras (1,13 mil milhões de euros). O lucro estatutário antes de impostos caiu 40%, para 686 milhões de libras (761,87 milhões de euros).
 
George Weston, CEO do grupo, indicou que a Primark teve um forte desempenho após o confinamento, “recebendo uma resposta extremamente positiva”. “As vendas de 2 mil milhões de libras (2,22 mil milhões de euros) desde a reabertura até ao final do ano demonstram a relevância e o apela da nossa oferta com boa relação custo-benefício."

Mas, as vendas da divisão no ano ainda caíram 24% para 5,89 mil milhões de libras (6,54mil milhões de euros) e o seu lucro operacional ajustado caiu 60% para 362 milhões de libras (402,03 milhões de euros). O seu "rendimento sobre o capital médio empregado" também caiu de 15,2% no ano anterior para 5,6%.

Pelo lado positivo, as vendas no primeiro semestre do ano, antes que a pandemia realmente atacasse, aumentaram 4% em moeda constante, impulsionadas pelo aumento no espaço de venda e apoiadas por uma melhoria substancial nas vendas comparáveis na Europa continental. Um fator chave foi uma melhoria notável na Alemanha.
 

Vendas após a reabertura


 
Todas as lojas reabriram em meados de julho e, desde a reabertura, estão "a operar fortemente com um baixo nível de descontos".

Mas, a empresa estima que as vendas totais anuais caíram 2 mil milhões de libras (2,22 mil milhões de euros) como resultado da Covid-19, e esse impacto ainda se terá feito sentir apesar da reabertura.

A empresa observou que o desempenho das vendas após a reabertura foi "tranquilizador e encorajador", mas por loja o desempenho tem variado, "refletindo as circunstâncias atuais dos clientes, incluindo o aumento do teletrabalho, menos deslocamentos e muito menos turismo”.

As vendas nas suas lojas em parques comerciais foram mais elevadas do que há um ano. Os centros comerciais e as lojas regionais estiveram em linha com o ano passado e as grandes lojas do centro das cidades turísticas, que dependem fortemente do turismo e dos viajantes, registaram uma “diminuição significativa” no número de visitantes. As suas 16 maiores lojas em cidades turísticas contribuíram com 13% das vendas totais antes da pandemia e 8% das vendas após a reabertura.

No Reino Unido, as vendas desde a reabertura até ao final do ano caíram 12% em termos comparáveis e, excluindo as quatro grandes lojas nos centro de cidades cidades turísticas do Reino Unido, o declínio foi de 6%. Os dados do mercado do Reino Unido sobre os gastos dos consumidores em vestuário, calçado e acessórios em todos os canais mostram que, nas 12 semanas até 20 de setembro, a sua participação no mercado de valor esteve em linha com a participação anterior à pandemia, há um ano.

As vendas na Europa no período de reabertura caíram 17% em termos homólogos, “refletindo maiores restrições sanitárias, principalmente em Espanha e Portugal”. Se forem excluídas as duas 11 lojas europeias em centros de cidades turísticas, as vendas comparáveis caíram 14%.
 
As vendas nos Estados Unidos desde a reabertura até ao final do ano caíram 10% em termos comparáveis. No entanto, excluindo a sua loja no centro de Boston, estão no mesmo nível do ano passado. É importante sublinhar que o seu negócio nos Estados Unidos esteve em break-even durante todo o período em que as lojas estiveram abertas.
 
A empresa acrescentou que os gastos totais dos clientes com roupa, calçado e acessórios em todos os canais de vendas nos seus mercados foram afetados pela Covid-19. “Tem estado a recuperar de um ponto baixo em abril e o ritmo acelerou com a reabertura das lojas.”
 
“Desde a reabertura, temos visto um número crescente de transações impulsionadas pela afluência de público. O tamanho médio da cesta de compras foi inicialmente significativamente mais elevada do que no ano passado, refletindo alguma demanda reprimida, e embora este desempenho superior tenha diminuído, ainda é maior do que há um ano.”

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