RDD (Valérius) duplica vendas para quatro milhões em 2019

A RDD-Research, Design & Development igualou no primeiro semestre deste ano os dois milhões de euros vendidos em 2018 (o primeiro exercício completo da sua atividade), pelo que projeta fechar 2019 com um volume de negócios de quatro milhões de euros.



Para 2020, a empresa de i&d do grupo Valérius ainda não definiu objetivos quantificados, mas tem uma meta de médio prazo estabelecida à partida – atingir o patamar dos dez milhões de euros em 2024.

Para já, apenas 40% das vendas correspondem a exportações diretas, sendo que a Itália, Alemanha e França são os principais mercados da RDD, uma geografia a que se acaba de juntar a China.

“Trata-se de um mercado com um potencial enorme”, explica Elsa Parente (foto), 42 anos, CEO e Business Development Manager da RDD, empresa que criou de raiz após 18 anos na Tintex, onde debutou como assistente de laboratório e era diretora comercial quando saiu.

“Já temos alguns clientes em Xangai. Estamos ao concorrer no segmento médio/alto, ao nível dos fornecedores japoneses. A desvantagem geográfica é compensada pelo facto dos chineses gostarem muito das cores e design europeus”, acrescenta Elsa, uma química formada na Universidade do Minho.

A Valérius e outras empresas do grupo, mas não só, são as clientes portuguesas que compram malhas acabadas da coleção RDD, fatia de 60% destinada, numa primeira instância, ao mercado interno mas que depois, é, na sua esmagadora, exportada sendo que, neste caso, a Suécia é o principal destino.

Na Milano Unica, a RDD apresentou em ante-estreia mundial as primeiras peças feitas com fios reciclados no âmbito do projeto 360 do grupo Valérius, uma gama que continuará em cartaz em setembro, entre Munique (Fabric Start) e Paris (Première Vision).

“A nossa coleção outono/inverno 20-21 é maioritariamente sustentável, com fibras recicladas, orgânicas e naturais. Além da gama 360 –  com 12 peças feitas com misturas de fios reciclados e tencel – temos a Essentials, composta por básicos, e também a de orgânicos mercerizados com certificação GOTS, pois os nossos conhecimentos e tecnologia permitem-nos utilizar processos cada vez mais ecológicos, que reduzem imenso o consumo de água e produtos químicos”, afirma a CEO da RDD.   

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