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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
21 de jul. de 2021
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3 Minutos
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Relatório diz que marcas de moda são "muito lentas" em matéria de sustentabilidade e transparência ética

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
21 de jul. de 2021

A indústria da moda continua "muito lenta" no fornecimento de detalhes sobre práticas éticas, de acordo com um novo relatório. 


Foto: Pexels/Public domain


O Fashion Transparency Index 2021 (Índice de Transparência da Moda 2021), que acompanha 250 das maiores marcas e retalhistas de moda do mundo, afirma que as empresas alcançaram uma transparência média de apenas 23% quanto às suas práticas de sustentabilidade, incluindo emissões de carbono, resíduos têxteis e remuneração dos trabalhadores.

No entanto, o relatório mostra que as empresas que obtiveram as melhores pontuações globais são a OVS, H&M, The North Face e Calvin Klein, entre outras. Entre as marcas de pior desempenho incluem-se a Roxy, Max Mara, Tory Burch e Tom Ford

Enquanto isso, quase todas as grandes marcas da moda, cerca de 99%, ainda não divulgaram o número de trabalhadores da sua cadeia de abastecimento que ganham um salário mínimo. Atualmente, 96% não têm um roteiro público sobre como planeiam conseguir um salário mínimo para todos os seus trabalhadores.

Embora 62% das marcas publiquem a sua pegada de carbono nas respetivas operações, as mesmas não estendem essa divulgação a toda a cadeia produtiva. Cerca de um quarto (26%) publicam dados sobre a pegada de carbono de seu processamento e fabrico. Quanto às matérias-primas, apenas 17% o fazem. Portanto, o impacto do processo de produção, desde a matéria-prima até a roupa pendurada no cabide da loja, "permanece amplamente desconhecido".

O mesmo se aplica aos resíduos de plástico. Mais de um terço das marcas declaram publicamente o seu progresso na redução do uso de embalagens plásticas virgens, mas apenas 18% divulgam o percentual de têxteis derivados de combustíveis fósseis que utilizam.

O Índice de Transparência, na sua sexta edição, também denunciou a indústria da moda pela falta de informação sobre a resposta à pandemia de COVID-19 e à ação climática. De todas as marcas de moda avaliadas, apenas 3% divulgaram o número de trabalhadores que foram desvinculados devido à pandemia. "(Isso) deixa-nos com uma 'imagem incompleta' do impacto socioeconómico negativo que os trabalhadores enfrentaram durante a pandemia", diz o relatório.

Entretanto, apenas 18% das grandes marcas divulgaram o número de pedidos totais ou parciais que cancelaram. As marcas também mantêm a sua política de pagamento a fornecedores em segredo, o que por sua vez afeta os trabalhadores do setor de confeções que empregam. Menos de 10% das marcas incluídas no índice traçam uma política de pagamento aos fornecedores até 60 dias.

O índice é baseado em informações divulgadas pelas maiores marcas de moda do mundo sobre as suas políticas, práticas e impactos ambientais, sociais e governação corporativa. Este coleta informações dentro das operações das empresas, bem como em todas as suas cadeias de abastecimento.

"A transparência é a base para as mudanças transformadoras, mas, infelizmente, grande parte da cadeia de valor da moda permanece desconhecida, enquanto a exploração humana e ambiental prospera impunemente", afirma o índice.
 

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