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18 de nov. de 2022
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Resíduos têxteis de Vouzela ganham uma nova vida

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Jornal T
Publicado em
18 de nov. de 2022

Resíduos têxteis de duas empresas de Vouzela vão ganhar uma nova vida no âmbito de um projeto de economia circular ‘by.Vouzela’, através do qual a câmara municipal local quer produzir peças de eco-design em registo de upcycling, isto é, criar novos produtos através de materiais já existentes.


Fotografia: Facebook Município de Vouzela


“No setor têxtil, as empresas têm muitos sobrantes, material que, se não fosse reatualizado no âmbito desta iniciativa, teria de ser levado para um aterro ou para incinerar”, explicou o presidente da Câmara de Vouzela, Rui Ladeira. Este projeto tem por base um modelo social colaborativo de produção e assente no conceito de economia circular aplicado à reutilização de resíduos da indústria têxtil local.
Para o efeito, será criada uma oficina de costura na comunidade que permita a produção de novos produtos, através de matéria-prima resgatada da indústria local, que de outra forma seria queimada ou colocada em aterro.

Para o presidente da câmara de Vouzela, este é um projeto que cumpre as três dimensões da sustentabilidade: a ambiental, a social e a económica. “Trata-se de um projeto alinhado com aquele que tem sido o compromisso do Município em tornar-se cada vez mais sustentável e que, de resto, tem envolvido a comunidade em vários quadrantes. Centrado no modelo de economia circular, o projeto pretende dar um impulso à produção local no setor têxtil, minimizando desperdícios, valorizar as tradições e património da região e criar valor para a comunidade”, considera.

O ‘by.Vouzela’ envolve a autarquia, a associação de promoção Vouzelar, a União de Freguesias de Cambra e Carvalhal de Vermilhas, a Associação Cultural e Recreativa de Cambra, as empresas Faurecia e Brintons, a Escola Profissional de Vouzela, a Universidade da Beira Interior e a Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos.

O projeto conta com uma verba de 15 mil euros, resultante dos Prémios Caixa Social 2022, que, no entender de Rui Ladeira, foi já um reconhecimento da sua importância.

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