Retalhistas dizem “não” ao plástico

Alguns dos mais importantes retalhistas no Reino Unido comprometeram-se recentemente com o Pacto de Plástico, iniciativa cujo objetivo é cortar no desperdício de plástico até 2025 e travar a poluição dos oceanos.


A Sainsbury’s, Morrisons, Aldi, Asda, Lidl, Marks & Spencer, Waitrose e a Tesco já aderiram à nova iniciativa do sector que ambiciona que todas as embalagens de plástico sejam recicláveis, recicladas ou biodegradáveis até 2025.

Mas não foram as únicas signatárias – a Coca-Cola e a Procter & Gamble também esperam mudar a dinâmica da utilização de plástico nos próximos sete anos.

A iniciativa reúne, além do Governo britânico, associações comerciais e, no total, mais de 40 empresas já assinaram o Pacto de Plástico do Reino Unido.

As entidades que aderiram ao pacto são responsáveis por cerca de 80% das embalagens de plástico vendidas nos supermercados britânicos. Um dos objetivos do Pacto de Plástico do Reino Unido é conseguir que 30% de todas as embalagens de plástico incluam material reciclado.

No Reino Unido, os retalhistas pagam menos do que qualquer outro país europeu para a manutenção dos resíduos, com 90% da conta a ser paga pelos contribuintes.

«A nossa ambição de eliminar o desperdício plástico só será percebida se o Governo, as empresas e o público trabalharem em conjunto», afirmou o secretário de Estado do meio ambiente, Michael Gove, ao portal Retail Gazette. «A ação da indústria pode impedir que o excesso de plástico chegue às prateleiras dos supermercados. Fico muito contente por ver tantas empresas assinarem este pacto e espero que outros sigam o exemplo», explicou.

A associação britânica WRAP, que defende uma economia sustentável, classificou o pacto como «uma oportunidade única».

Paralelamente, o Governo britânico prepara-se ainda para proibir a venda de vários artigos em plástico, como palhas, copos e cotonetes. A medida deverá avançar até ao final do ano, considerando que, anualmente, são descartados 8,5 milhões de palhas de plástico no Reino Unido, contribuindo para as toneladas de plástico que terminam nos oceanos e se transformam em microfibras que entram na cadeia alimentar dos consumidores.

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