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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
11 de jan. de 2019
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2 Minutos
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Richemont: aquisições digitais impulsionam crescimento no terceiro trimestre

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
11 de jan. de 2019

O grupo suíço Richemont, o número dois mundial do luxo (Chloé, Cartier, Piaget, Montblanc, YNAP), revelou na sexta-feira um aumento de 25% nas vendas no terceiro trimestre, para 3,9 mil milhões de euros, impulsionado pelas suas aquisições na distribuição online.


Chloe - primavera-verão 2019 - Moda Feminina - Paris - © PixelFormula


Mas, excluindo a operação do portal de vendas online de produtos de luxo Yoox-Net-à-Porter e a aquisição da plataforma de comércio de relógios em segunda mão Watchfinder.co.uk (integradas nos resultados do grupo a 1 de maio e 1 de junho, respetivamente), o crescimento do volume de negócios limitou-se a 6% no terceiro trimestre do seu exercício 2018-2019 (encerrado a 31 de dezembro). O aumento é de 5% a taxas de câmbio constantes, revelou o grupo de Genebra num comunicado.

Depois de um primeiro semestre já mitigado, o grupo publicou números que permitem duas leituras. Se incluirmos as aquisições no espetro durante este trimestre, que corresponde ao período de festas, as suas vendas saltaram 43% nas zona das Américas para 801 milhões de euros (+9% em comparação) e 34% na Europa para 1,1 mil milhões de euros, quantificou o grupo suíço, que destacou, no entanto, o impacto da agitação social sobre as suas vendas em França.

As manifestações dos coletes amarelos pesaram sobre as vendas turísticas e levaram-no a encerrar as lojas seis sábados consecutivos, informou o grupo, cujo portefólio de marcas inclui as casas de joalharia Cartier e Van & Arpels e os relógios Piaget e IWC.

As vendas na Ásia-Pacífico, uma região chave para as vendas de artigos de luxo, aumentaram 17%, para 1,3 mil milhões de euros, graças ao crescimento de dois dígitos na China continental (+10% numa base comparável). O grupo especifica que este crescimento neste importante território permitiu compensar o declínio nas vendas comparáveis registadas na Europa e no Médio Oriente. A queda no Velho Continente foi mencionada, mas não quantificada na publicação. Algo que também pesou neste saldo negativo foi a venda da Lancel, em junho passado, ao grupo italiano Piquadro.
 
Além disso, embora ainda haja crescimento em Hong Kong, este desacelerou, nota o grupo Richemont, principalmente devido à revalorização do dólar de Hong Kong em relação ao yuan, o que afetou o poder de compra dos turistas chineses.

As suas vendas no Japão, detalhadas fora do resto da Ásia, cresceram 17%, para 344 milhões de euros. Por outro lado, as vendas diminuíram ligeiramente no Médio Oriente e em África, recuando 3% em moedas locais, mas permanecendo quase estáveis uma vez convertidas em euros, para 234 milhões de euros.
 
(Com AFP)

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