Richemont atinge volume de negócios de 3,7 mil milhões no primeiro trimestre

A Richemont, número dois mundial do luxo, comunicou na quinta-feira que as suas vendas aumentaram 12% no primeiro trimestre, para 3,7 mil milhões de euros, impulsionadas pelo comércio online e pela Ásia, à exceção de Hong Kong. 


Cartier

Excluindo a distribuição online, na qual a Richemont se fortaleceu significativamente, as vendas progrediram 6% primeiros três meses do seu exercício de 2019/2020, indicou num comunicado o grupo que é nomeadamente proprietário da maison de joalharia Cartier.
 
No Japão, as suas vendas (excluindo o comércio eletrónico) cresceram 6%, impulsionadas pelo bom consumo local e pelas despesas turísticas, tendo aumentado 9% no resto da região Ásia-Pacífico, apoiadas pela China.
 
As receitas continuaram, no entanto, a declinar em Hong Kong, tanto devido à força da moeda local, desfavorável às compras turísticas, como devido às manifestações no território semi-autónomo chinês, indicou o grupo sem fornecer números. Na Europa, as vendas caíram 1%.
 
No retalho, por atividade, subiram 7% na joalharia, para 1,8 mil milhões de euros, caíram 2% na relojoaria, para 823 milhões, e saltaram 56% na distribuição online, para chegar aos 612 milhões de euros.

A Richemont investiu fortemente no e-commerce, uma das áreas de crescimento para o setor do luxo, com a oferta pública de aquisição sobre a Yoox Net-A-Porter no ano passado e a recompra da watchfinder.co.uk. Em outubro, o grupo também firmou uma parceria com a Alibaba, gigante chinesa de comércio eletrónico.

Na quarta-feira, a fabricante suíça de relógios Swatch Group, conhecida pelos seus relógios de plástico multicoloridos, mas também proprietária de várias marcas de luxo, incluindo Tissot, Longines e Omega, comunicou um declínio de 4,4% nas suas vendas no primeiro semestre, especialmente devido à agitação em Hong Kong.

Traduzido por Estela Ataíde

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