×
Por
Reuters API
Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
6 de abr. de 2020
Tempo de leitura
2 Minutos
Partilhar
Fazer download
Fazer download do artigo
Imprimir
Clique aqui para imprimir
Text size
aA+ aA-

Rolls-Royce elimina alvos e dividendo final

Por
Reuters API
Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
6 de abr. de 2020

LONDRES (Reuters) - A empresa britânica Rolls-Royce, fabricante de motores aeronáuticos, disse que estava a desmantelar os seus objectivos e o dividendo final, tomando medidas para reforçar as suas finanças, como nas companhias aéreas de todo o mundo, altamente afectadas devido à pandemia do coronavírus COVID-19.


Rolls-Royce muda de planos face à pandemia de COVID-19


A empresa automobilística, subsidiária do grupo alemão BMW, que, a partir de 1973, foi subdividida em outras duas companhias (a Rolls-Royce plc, atualmente fabricante de equipamentos de aviação e navegação; e a Rolls-Royce Motors, comprada pela Volkswagen AG em 1998), afirmou, segunda-feira (6 de abril), ter também assegurado uma linha de crédito renovável adicional de 1,5 mil milhões de libras esterlinas (1,8 mil milhões de dólares), elevando a sua liquidez global para 6,7 mil milhões de libras esterlinas (cerca de 8,2 mil milhões de dólares), a fim de ter uma margem de manobra durante uma eventual recessão prolongada.

A Rolls-Royce, cujos motores alimentam os jactos Airbus e Boeing, é paga pelas companhias aéreas com base no número de horas de voo dos seus motores, mas mais de 60% da frota mundial de aviões de fuselagem larga está agora imobilizada, de acordo com o fornecedor de dados da aviação Cirium.

Isto está a reduzir as receitas da Rolls-Royce provenientes das companhias aéreas. A marca afirmou que vai enfrentar o desafio, concentrando-se na redução das suas despesas em dinheiro, incluindo a redução dos custos salariais da mão-de-obra em, pelo menos, 10% este ano.

Ao retirar as orientações anteriormente anunciadas para 2020, e tendo em conta as perspectivas incertas atuais, a Rolls-Royce afirmou que o Conselho de Administração já não recomenda o pagamento final aos accionistas para 2019, poupando à empresa 137 milhões de libras esterlinas (cerca de 168 milhões de dólares).

Segundo o site da marca, a Airlink e os seus parceiros da aviação têm também acompanhado o desenvolvimento da pandemia em países com sistemas de saúde menos desenvolvidos e trabalhado com ONG's para avaliar as necessidades futuras e as opções de fornecimento de equipamento de protecção em países de alto risco, incluindo o Afeganistão, Etiópia, Iémen, Iraque, República Democrática do Congo e Síria, entre outras áreas onde são necessários programas de prevenção e controlo de infecções.

(Relatório de Sarah Young; edição por Kate Holton)
 

© Thomson Reuters 2021 All rights reserved.