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Publicado em
13 de out de 2017
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3 Minutos
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Roupa aquecida mais perto

Por
Portugal Textil
Publicado em
13 de out de 2017

E se em vez de camadas e camadas de roupa no inverno, bastasse ter uma camisola que possa ser aquecida como os assentos nos automóveis? Um novo tecido desenvolvido para o exército americano pode, dentro de alguns anos, permitir deixar as camisolas grossas no armário.


Investigadores do US Army Natick Soldier Research, Development & Engineering Center estão a trabalhar no projeto, que foi apresentado na última conferência da American Chemical Society.

Os investigadores explicaram que estão a usar um revestimento de nanofios de prata em tecidos convencionais, de algodão ou poliéster, como forma de potencialmente manter os soldados quentes quando estes enfrentam baixas temperaturas. O revestimento torna o tecido condutor e, com apenas alguns volts de eletricidade, pode gerar uma quantidade significativa de calor.

O trabalho está agora concentrado no desenvolvimento de um sistema que permita que os soldados controlem a temperatura consoante a necessidade e Paola D’Angelo, uma das investigadoras, afirma que a tecnologia pode também chegar aos produtos de consumo.

O Exército começou a trabalhar no revestimento para resolver um problema básico. O uniforme que os soldados usam em situações de frio extremo pode incluir até sete camadas, o que o torna pesado e volumoso. Inspirado pelo trabalho do investigador Yi Cui, da Universidade de Stanford, cuja equipa percebeu que os nanofios de prata podiam ser usados dessa forma, o Exército começou a trabalhar para otimizar o revestimento.

«Concluímos que se ligássemos uma bateria ou uma fonte de energia a este tecido revestido, podíamos aumentar a temperatura do têxtil até 110 ºC, o que é uma grande mudança», explicou D’Angelo numa conferência de imprensa. «Obviamente os soldados não precisam dessa temperatura. Mas serve apenas para mostrar o potencial de quanto podemos aquecer o tecido com apenas três volts, que é basicamente a pilha de um relógio», acrescentou.

Essa voltagem foi o necessário para aquecer um pedaço de tecido com cerca de 6,5 cm2. Uma camada de base completa necessitará de mais. Mas as baterias são pesadas, por isso a equipa está a tentar colaborar com um professor da Universidade da Califórnia-San Diego que desenvolveu «uma bateria flexível, com elasticidade, que pode ser incorporada no têxtil», adiantou Paola D’Angelo. «Basicamente não tem peso», sublinhou. Os investigadores estão ainda a fazer experiências com um hidrogel que absorve a transpiração para permitir que os soldados se mantenham secos.

O revestimento de nanofios é tão fino que não altera a flexibilidade do tecido, ao mesmo tempo que é resistente. «Fizemos alguns testes de lavandaria com detergente e tudo», revelou a investigadora.

Até agora, D’Angelo e a sua equipa conseguiram otimizar o tecido revestido para luvas, uma área importante, como referiu a investigadora, que salientou que o equipamento para as mãos foi desenhado há mais de 30 anos, pelo que muitas vezes os soldados optam por comprar luvas de inverno no retalho civil – mas que não são suficientes para evitar que os militares percam a sensibilidade nas mãos. «Isso é problemático se os soldados tiverem que operar armas», destacou.

Assim que D’Angelo e os colegas otimizem o tecido para as luvas, podem expandir a tecnologia para vestuário para o peito e pernas e, eventualmente, a tecnologia pode chegar ao mercado.

Algumas marcas estão já a experimentar vestuário que gera calor, incluindo pelo menos uma marca de gama alta. Na Semana de Moda de Paris do ano passado, a marca francesa Courrèges apresentou um trio de casacos com um sistema de aquecimento interior. Os botões de controlo no braço esquerdo permitiam aquecer as costas, os ombros e até os bolsos.

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