SMCP reestrutura dívida

A SMCP está a dar continuidade à sua estratégia de redução de dívida, iniciada com a sua entrada em bolsa no final de 2017. Após esta operação e depois de um primeiro reembolso parcial da obrigação sénior há um ano, num total de 20 milhões de euros, o grupo de moda francês anunciou a 10 de maio que reestruturou a sua dívida para reduzir o custo.


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Esta "otimização da estrutura financeira" da Sandro, Maje e Claudie Pierlot realiza-se através de várias medidas. Antes de mais, um novo reembolso antecipado da dívida obrigacionista sénior, ou seja, os restantes 180 milhões de euros restantes da dívida emitida em 2016 por um montante de 371 milhões de euros.
 
O grupo anuncia igualmente o reembolso de 110 milhões de euros obtidos graças ao crédito renovável, datado de 2017, e o cancelamento do mesmo. Assim, o grupo modifica a sua estrutura financeira com uma nova linha de crédito sem garantia de 465 milhões de euros, que inclui um empréstimo a prazo amortizável de 265 milhões de euros.

Ao fazê-lo, a SMCP anuncia que é capaz de reduzir o custo da sua dívida em cerca de 200 pontos base para 2,6%, o que constitui uma redução para quase metade. O grupo já havia conseguido reduzir a sua alavancagem (relação entre dívida e capitais próprios) de 4,0x em maio de 2016 para 1,6x no final do último exercício de 2018.

Este refinanciamento do grupo, maioritariamente propriedade da chinesa Ruyi, "permitirá reforçar a estrutura financeira da SMCP nos próximos cinco anos e beneficiar de uma maior flexibilidade para continuar a implementação da sua estratégia e aproveitar todas as oportunidades futuras de crescimento para consolidar a sua posição como líder mundial no segmento do luxo acessível", explica a direção num comunicado.

O grupo, que ultrapassou os mil milhões de euros em volume de negócios em 2018, tem sentido um desaceleramento no seu crescimento desde o quarto trimestre do último exercício e prevê um crescimento total entre 9 e 11% em 2019 (após 13% em 2018).
 
A maior flexibilidade em matéria de financiamento poderá ser usada, entre outros investimentos, para fazer uma aquisição, uma possibilidade mencionada recentemente pelos líderes do grupo.

Traduzido por Estela Ataíde

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