SMCP regista queda no lucro semestral

A casa mãe das marcas de prêt-à-porter Sandro, Maje e Claudie Pierlot (SMCP) registou um declínio acentuado no lucro líquido no primeiro semestre devido a "custos excecionais relacionados com o (seu) refinanciamento", mas confirmou os seus objetivos anuais, algumas semanas após a publicação de um melhor volume de negócios no segundo trimestre, em comparação com o primeiro.


Coleção outono-inverno 19/20 - Maje

A SMCP lembra no seu comunicado, divulgado na quinta-feira, que refinanciou a sua dívida em maio de 2019: "Esta descida nos encargos financeiros tornar-se-á cada vez mais visível a partir de 2020", garante.
 
Enquanto isso, o grupo, cujo acionista maioritário é a Topsoho, empresa propriedade do chinês Shandong Ruyi, gerou nos primeiros seis meses de 2019 um lucro líquido de 17,2 milhões de euros.
 
Desde o início de janeiro, a SMCP tem aplicado um novo padrão contabilístico (IFRS 16) que altera a contabilização dos contratos de arrendamento e "afetou significativamente as contas do grupo devido ao tamanho da sua rede de lojas de gestão própria", de acordo com o comunicado. O grupo calcula o efeito negativo em 2,9 milhões de euros no primeiro semestre.
 
Em normas comparáveis, o lucro líquido caiu 27% em comparação com o mesmo período de 2018.

Os resultados semestrais estão "em linha" com as expectativas do grupo, afirma o diretor-geral Daniel Lalonde, citado no comunicado. "Apesar das difíceis condições de mercado (NR: -0,7% para as vendas francesas em lojas comparáveis), o modelo de negócio da SMCP demonstrou mais uma vez a sua resiliência e a nossa estratégia focada nas vendas sem saldos deu frutos, permitindo que o grupo alcançasse uma margem bruta elevada de forma sustentável."

São particularmente apreciados os desempenhos internacionais (+14% de volume de negócios), especialmente os da China continental (com um crescimento de vendas superior a 30%), bem como o bom crescimento do segmento de acessórios (+23,1%) e o digital, que agora representa 14,8% do total das vendas.

Com estes resultados e um desempenho qualificado como "sólido" no domínio internacional, o grupo confirma os seus objetivos anuais: um crescimento das vendas entre 9% e 11% a taxas de câmbio constantes, bem como uma margem de operacional (Ebitda) ajustada estável em relação a 2018, mas excluindo a aquisição da De Fursac.

Durante este semestre, a SMCP lançou-se na aquisição da marca masculina - que a Autoridade da Concorrência validou no final de agosto - para fortalecer a sua posição no mercado do prêt-à-porter para homem. A compra será finalizada brevemente, antes do final do terceiro trimestre, ou seja, antes do final do mês.

Em 2018, a SMCP ultrapassou o limite simbólico dos mil milhões de euros em volume de negócios e gerou um lucro líquido de 50,2 milhões de euros.

As marcas Sandro e Maje foram fundadas em Paris em 1984 e 1998, respetivamente, por Evelyne Chetrite e Judith Milgrom, que continuam a garantir a direção artística. Por seu lado, a marca Claudie Pierlot, fundada em 1984 por Claudie Pierlot, foi adquirida pelo grupo SMCP em 2009. Esta última abrirá este fim de semana uma nova flagship parisiense, nos Champs-Elysées.
 
(Com AFP)

Traduzido por Estela Ataíde

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