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31 de jan. de 2020
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Safilo: atacado e Ásia-Pacífico impulsionam vendas de 2019 para 939 milhões de euros

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
31 de jan. de 2020

O canal de atacado e a região da Ásia-Pacífico impulsionaram as vendas da Safilo em 2019 para 939 milhões de euros. O crescimento no período, encerrado a 31 de dezembro, foi de +3,1% à taxa de câmbio atual (+ 0,9% à taxa de câmbio constante), ante 910,7 milhões de euros em 2018.


@carrera


Os resultados serão aprovados pelo conselho de administração da empresa a 11 de março e excluirão o negócio de retalho, liderado pela cadeia americana Solstice, vendida no final de 2019 à empresa de óculos USA Fairway.

A região da APAC foi o grande motor de crescimento, com + 23,1% à taxa de câmbio atual (+19,2% à taxa de câmbio constante), para 78 milhões de euros, respondendo por 8,3% da faturação consolidada. A Europa, onde o grupo realiza quase metade dos seus negócios, perdeu terreno (-0,7%) e registou queda de dois dígitos (-11,2% à taxa de câmbio constante) no quarto trimestre.

A receita de atacado cresceu em linha com as expectativas da Safilo para o ano todo: +5,2% à taxa de câmbio atual (+2,8% à taxa de câmbio constante). Na UE, o crescimento foi de + 3,2%, na América do Norte foi de +0,6%, e na Ásia +19,2% à taxa de câmbio constante.

A maior contribuição para o canal derivou das marcas proprietárias (Carrera, Polaroid e Smith), que cresceram 5,7% no geral (à taxa de câmbio constante) e dos resultados positivos das licenças. Foram excluídos os números relacionados ao acordo com a Kering para a licença da Gucci, renovada em outubro do passado até ao final de 2023.

No último trimestre do ano, as vendas líquidas da Safilo totalizaram 230,4 milhões de euros, uma queda de 2,8% à taxa de câmbio atual (-4,3% à taxa de câmbio constante), “principalmente devido à desaceleração dos negócios na Europa relacionados com o acordo com a Kering”, explicou a marca em comunicado. 

No final do ano passado, a empresa anunciou um plano de reestruturação de "lágrimas e sangue" para lidar com o fim das licenças da LVMH (Dior e Fendi), que têm um impacto estimado de cerca de 200 milhões de euros. O plano prevê 700 demissões (cerca de 1 em cada 4 funcionários em Itália) entre as regiões de Friuli e Veneto, e uma maior concentração de recursos financeiros no desenvolvimento de estratégias digitais e fusões e aquisições.

Os sindicatos dos trabalhadores italianos estão em pé de guerra após a reunião realizada a 28 de janeiro com a administração da empresa, que confirmou as escolhas anunciadas. O confronto continuará com uma nova ronda marcada para a próxima quarta-feira, 5 de fevereiro.
   

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