Salários: os países emergentes voltam a ganhar terreno

Projetando um cenário para 2030, o estudo mundial sobre os salários, conduzido pela PricewaterhouseCoopers, destaca que os salários dos países emergentes devem, em breve, aproximar-se do pelotão dos países desenvolvidos. Uma evolução que pode criar novos eldorados de produção em países onde os salários devem manter a estabilidade.
Projeção dos salários médios por países em 2030 – PWC

Assim, o fenômeno que atualmente se observa na China, no qual a fabricação de produtos de entrada de gama está sendo deixada de lado diante da emergência de seu mercado doméstico, pode assim ganhar outros países. Especialmente com a alta dos salários esperada na Polônia, Turquia, México, na África do Sul e, mais amplamente, no Oriente Médio, América Latina e no Leste Europeu.

Apesar dos problemas que atingem o país, a Índia, por sua vez, continua sendo, em longo prazo, interessante para a produção. Tornando-se até mesmo para a PWC um dos países mais atrativos da região, ao lado da Malásia, Tailândia, Indonésia e do Vietnã. As Filipinas devem também se tornar uma zona de produção bastante atrativa, por conta dos salários, isto é, se o país conseguir colocar em prática um ambiente institucional mais eficiente, assim como infraestruturas de transporte e de energia.

Na Europa, dentro de pouco tempo o Reino Unido terá de tomar uma direção: transferir sua produção de baixo custo para o Sudeste Asiático ou privilegiar os países do Leste Europeu. Em particular a Polônia, onde a diferença em relação aos salários asiáticos é compensada pela economia obtida com o transporte. Sem que nos esqueçamos das vantagens apresentadas por um controle mais eficiente da qualidade da produção. A relocalização em solo britânico também pode ser considerada, como já é o caso com algumas empresas americanas, aí também graças às economias obtidas com os transportes.
Nível de evolução dos salários internacionais em 2013 – PWC

Vale ressaltar que a Espanha é o país da Europa que exibe o maior crescimento dos salários no ano passado, dado influenciado pelo difícil período pela qual atravessa o país. Em seguida, observam-se Itália, Alemanha, o Reino Unido e a França.

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